Publicado 11 de Novembro de 2015 - 19h05

O diretor argentino Carlos Sorin consegue, com o mínimo, construir histórias comoventes sem nunca ser piegas — caso do belíssimo O Cachorro (2004), ou Histórias Mínimas (2002). Em Filha Distante (Max, 15h, 12 anos), realizado em 2012, o cineasta também nos toca, ainda mais pelo tema anunciado no próprio título, mas passa longe da emoção fácil que pode significar um reencontro entre pai e filha depois de longo tempo de ausência marcada pela mágoa. Um pai (Alejandro Awada), homem de 50 anos e ex-alcoólatra, decide que chegou o momento de mudar de vida. Ele quer restabelecer os vínculos com sua filha Ana (Victoria Almeida) e para isso viaja até a Patagônia argentina para procurá-la; só que ele não sabe onde ela mora. Além de viajar para ganhar a filha de volta, ele quer pescar, fazer um pouco de turismo, e é claro, mudar de vida. Na verdade, a pesca será um jeito de substituir o vício da bebida. Porém, o primeiro encontro com a filha é um desastre; Sorin não poupa ninguém e não está interessado na solução água com açúcar. Não perca.