Publicado 16 de Novembro de 2015 - 5h30

Um menino de 1 ano e 9 meses foi atingido na boca por uma bala perdida durante a execução de um ajudante geral de 37 anos anteontem à noite, no Jardim Sumarezinho, em Hortolândia. O crime, que teria sido cometido por membros de uma facção, ocorreu por volta das 18h40, em frente a um bar, na Rua Miguel Antônio dos Santos. A criança foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), levada o Hospital Mário Covas e depois transferida para o Hospital Estadual de Sumaré (HES), onde seguia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) infantil até o final da tarde de ontem, segundo parentes. O ajudante geral morreu no local. Segundo a polícia, Eliel Eger Tavares estava sentado em uma mesa do bar, na calçada da via, quando chegaram três homens em um Jetta prata. Dois deles desceram armados e o terceiro ficou no volante. Um dos homens seguiu até Tavares e fez ao menos 19 disparos de pistola calibre 9mm. O atirador descarregou a arma duas vezes contra o ajudante. De acordo com testemunhas, os homens usavam máscara de coringa. Um dos tiros acertou a criança, que estava em um canto, na entrada do bar. Ainda segundo testemunhas, o estabelecimento estava cheio de pessoas, já que comemoravam um jogo de atletas do bairro.

Houve pânico. A munição teria atingido a boca da criança e transfixado pela nunca. Ninguém foi preso. Parentes da criança estavam abalados e não quiseram comentar o crime. Segundo a polícia, Tavares era conhecido pelo vulgo Tricolor, e teria o cargo de disciplinador da facção criminosa. As informações foram colhidas pelos policiais junto a moradores do bairro. O veículo usado pelos criminosos tinha a mesma placa e modelo do carro de um delegado de Sumaré. O delegado foi chamado no Plantão Policial de Hortolândia, onde prestou depoimentos e liberado. O caso foi encaminhado para a Corregedoria da Polícia Civil, para a Delegacia Seccional e para o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-9). O número da placa foi anotado por uma testemunha. (Alenita Ramirez/AAN)