Publicado 15 de Novembro de 2015 - 5h30

O Estado de São Paulo é o que tem menos mortes de mulheres no País, com média de 2,9 por 100 mil mulheres, a mais baixa média nacional, ao lado do Piauí. Em primeiro lugar aparece Roraima, com 15,3 mortas para 100 mil. Em segundo está Espírito Santo (9,3) e em terceiro Goiás (8,6). A cidade de Barcelos, no Amazonas, é a recordista nacional de assassinatos. No pequeno município de 27 mil habitantes e situado às margens do Rio Negro, 54 mulheres foram assassinadas em 2013, uma taxa de 45,2 para cada 100 mil.

Em Alexânia (GO), o índice é de 25,1 homicídios para cada 100 mil, e em Sooretama, 21,8. A taxa média do País, de 4,8, coloca o Brasil como o quinto mais onde mais se mata mulheres no mundo, atrás somente de El Salvador (8,9), Colômbia (6,3), Guatemala (6,2) e Rússia (5,3). O levantamento mostrou, ainda, que a maioria dos homicídios de mulheres no País foi com arma de fogo, meio responsável por 48,8% das mortes. Em seguida está a utilização de objetos cortantes (25,3%), objetos contundentes (8%), estrangulamento e sufocação (6,1%). As mulheres negras foram a maioria das vítimas de homicídio no ano passado. Das 4.672 mulheres mortas de forma violante no País, 2.875 eram negras e 1.576 brancas. (BB/AAN)