Publicado 15 de Novembro de 2015 - 5h30

O Grande Prêmio Derby Paulista, segunda competição mais importante do turfe brasileiro, foi vencido no último fim de semana por um cavalo treinado em Campinas. Montado pelo jóquei Antonio Mesquita, o cavalo Reality Bites, de 3 anos, era considerado azarão, mas surpreendeu e venceu a prova de 2,4 mil metros, com tempo de 2min30s537. Nos últimos dez anos, essa foi a terceira vez que um cavalo de Campinas conquistou a corrida, que só perde em importância para o Grande Prêmio de São Paulo.

“Ele não estava entre os favoritos, mas é um cavalo que tinha tido uma vitória do grupo 1. A última corrida dele não havia sido das melhores, por isso, passou a ser azarão. Dos 11 cavalos que estavam no páreo, ele era o sexto favorito”, explicou Flamarion Fuhro, supervisor da cocheira no Jockey Club de São Paulo, no Parque Via Norte, onde vive Reality Bites. O cavalo recebe tratamentos especiais e tem uma equipe completa de cuidadores. O preço de mercado de Reality Bites, que pesa cerca de 470 quilos, estava avaliado de US$ 150 mil a US$ 200 mil — de R$ 568 mil a R$ 758 mil.

Treino

Reality Bites é treinado em Campinas por Wanildo Garcia Tosta. Filho de uma égua inglesa e um cavalo irlandês, foi criado pelo Haras Interlagos, de Atibaia. Seu proprietário é o médico gaúcho Ramiro Curi de Lemos. O cavalo treina diariamente no Jockey Club de São Paulo, que cuida de aproximadamente 200 cavalos. O Derby Paulista foi a segunda vitória do animal no grupo 1, que engloba as principais provas do turfe. O primeiro troféu foi conquistado em junho, quando venceu o Grande Prêmio Farwell, no Hipódromo de Cidade Jardim. A próxima disputa de Reality Bites ainda não está definida. A única certeza é que no ano que vem ele disputará pela primeira vez o Grande Prêmio de São Paulo.

O cavalo não participou da edição deste ano porque a disputa é aberta somente para animais com mais de 3 anos de idade. “Ano que vem, ele disputa o Grande Prêmio de São Paulo, em julho. Antes, provavelmente vai disputar o Carlos Pellegrini, em dezembro, na Argentina, ou o GP Ramirez, em janeiro, no Uruguai. Um cavalo desse não corre mais do que 20 ou 25 vezes por ano e disputa provas até os 5 ou 6 anos de idade”, disse Fuhro.