Publicado 14 de Novembro de 2015 - 5h30

Com ventos que chegaram a 100,1 km/h em Campinas, de acordo com o Cepagri, a chuva que atingiu a região ontem à noite deixou feridos e causou estragos.

Em Americana, quatro pessoas se feriram com gravidade em dois acidentes com motocicletas por volta das 21h, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Um acidente aconteceu no Km 128 da Rodovia Luiz de Queiroz, sentido Anhanguera, depois que uma árvore caiu na pista. O outro foi na Avenida de Cillo, onde duas motos colidiram, na altura do número 1.200.

Já em Santa Bárbara d’Oeste, a cobertura e a arquibancada preparadas para a Festa do Peão da cidade caíram antes da abertura do primeiro dia do evento, que foi cancelado, conforme a Polícia Militar. Na cidade também houve quedas de árvores no Parque Gramado e na Avenida Santa Bárbara. Em Hortolândia, o bairro Parque Orestes Ongaro ficou sem luz por conta da queda de um galho, de acordo com o Corpo de Bombeiros de Sumaré.

Em Campinas, os bombeiros registraram pelo menos cinco quedas de árvores. O Teatro Castro Mendes, na Vila Industrial, ficou sem energia, o que causou pânico em cerca de 300 crianças, nos pais e demais presentes em um espetáculo de balé infantil da companhia Cristiana Packer. “Tinha gelo seco e muita gente pensou que se tratava de um incêndio”, afirmou Marcelo Andrade, pai de uma das bailarinas. “O teatro estava lotado, e as pessoas ficaram desesperadas, tentando sair, em pânico”, completou. As luzes de emergência do teatro não teriam funcionado.

A Prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que a Secretaria de Cultura não recebeu nenhuma informação sobre o incidente. Informou ainda que o teatro não dispõe de gerador, mas de luzes de segurança, que orientam o caminho de saída do teatro nos casos de emergência. Quanto ao fato dessa iluminação não ter funcionado, a assessoria reiterou que não recebeu nenhuma reclamação a esse respeito. A reportagem tentou contato com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) para saber as causas da queda de energia, mas ninguém atendeu as ligações. (Jaqueline Harumi e Raquel Valli/AAN)