Publicado 13 de Novembro de 2015 - 5h30

O vazamento de ácido clorídrico que era transportado por um caminhão-baú mobilizou bombeiros, técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), da Defesa Civil e a Polícia Militar, ontem de manhã, em Valinhos. O vazamento liberou uma fumaça de cor laranja, que assustou quem estava por perto. O incidente ocorreu em um posto de combustível na Rodovia Guilherme Mamprim. Foi necessário isolar uma faixa de 50 metros até que a carga fosse transbordada. O dono do caminhão alegou que a carga era errada e havia três meses tentava devolver para a empresa de origem. Os trabalhos de transbordo duraram cerca de quatro horas. O produto estava armazenado em um reservatório de plástico de mil litros. No veículo havia outras duas caixas. O vazamento foi percebido pelo frentista quando o motorista do caminhão estacionou no posto de combustíveis para abastecer. “Devido ao transporte, talvez por balançar muito, começou a sair fumaça, mas não houve vazamento do líquido”, disse o agente da Defesa Civil local, Edilson Lourenço. O líquido é usado na limpeza de tubulações e de aço e, segundo a segundo a Cetesb, se entrar em contato com o meio ambiente pode causar danos. Durante a inspeção do material, soldados do Corpo de Bombeiros usaram roupas especiais para evitar contaminação por inalação, já que o material é altamente corrosivo. Eles usaram roupa nível A, que é totalmente encapsulada. “Os Bombeiros pareciam astronautas. Apesar do medo, foi muito bonito ver o trabalho deles”, comentou uma testemunha. Após a inspeção, as roupas usadas foram lavadas com os bombeiros dentro de uma piscina de plástico de mil litros. O motorista não apresentou nota fiscal e o veículo não tem as sinalizações de transporte de cargas perigosas indicadas por lei, segundo os bombeiros. A carga foi removida por uma empresa especializada em trabalhar com produtos tóxicos. (Alenita Ramirez e Vinícius Agostini/AAN)