Publicado 12 de Novembro de 2015 - 5h30

O Museu de História Natural, localizado dentro do Bosque dos Jequitibás, realizou ontem um treinamento de identificação e manejo de serpentes encontradas na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Participaram do curso cerca de 50 servidores da Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Na capacitação foram dadas noções teóricas, atividades práticas sobre as espécies peçonhentas e não peçonhentas, prevenção de acidentes e primeiros socorros.

O objetivo do treinamento para os agentes é que tenham conhecimentos para prestar apoio à população, agindo com segurança e garantindo a integridade física das pessoas e dos animais que, quando resgatados, devem ser encaminhados aos órgãos competentes. Não cabe às instituições de segurança fornecer abrigo desses animais.

De acordo com a bióloga do museu, Denise Polydoro, os répteis estão fugindo cada vez mais para o espaço urbano para se alimentar. A desordem está ligada aos hábitos e comportamentos do homem, como o desmatamento e acúmulo de lixo. Campinas, por exemplo, possui apenas 2,5% de área verde para os animais permanecerem na natureza, sendo os distritos de Sousas e Joaquim Egídio os maiores “pulmões verdes” da cidade. “O nosso espaço hoje é muito escasso. As pessoas têm que saber que o lugar de animal é na natureza e não em cativeiro”, disse a bióloga.

O curso de capacitação foi ministrado pelo estudante de veterinária Breno Jancowski, que faz parte da equipe do museu. Os dois principais assuntos abordados foram as técnicas de manejo e as espécies encontradas na região. Ele explicou que as cobras peçonhetas mais comuns são a jararaca e a cascavel. As não peçonhetas são a jiboia, coral falsa e caninana. A ação foi desenvolvida também para buscar a prevenção e os cuidados necessários em acidentes com animais peçonhentos, visando também levar os conceitos de uma educação ambiental para se evitar a matança indiscriminada dos animais.

Os agentes aprenderam a utilizar os equipamentos para a captura e manuseio das cobras, caso tenham que lidar com essa situação. “É importante aprender esse procedimento de maneira mais clara. Assim, poderemos evitar a lesão das pessoas e do animal”, comenta Samuel de Andrade, 1 tenente do Corpo de Bombeiros. O GM João Batista da Silva Neto, trabalha há 11 anos na base rural. “Espero nunca precisar passar por uma experiência assim”, afirma.