Publicado 12 de Novembro de 2015 - 5h30

Os ministros do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, e da Justiça, José Eduardo Cardozo, assinaram ontem ato conjunto de reconhecimento, autorização e concessão de permanência a imigrantes de cidadania haitiana no Brasil. A concessão de permanência será autorizada para 43.781 imigrantes haitianos, que entraram no Brasil pela fronteira terrestre com o Acre, a partir de 2010, e não se enquadram na condição de refugiados.“Este ato prevê até um ano para que eles possam fazer a sua carteira de identidade de estrangeiro. Esses haitianos passam a ser acolhidos formalmente com estabilidade e segurança. Nossa nacionalidade viva e em permanente construção nos permite acolher outros povos e suas diferenças. As nossas diferenças não nos afastam, mas nos aproximam. É exatamente na troca de experiências e culturas que nós crescemos e melhoramos”, disse Rossetto.Cardozo ressaltou que governo não está concedendo a cidadania brasileira aos haitianos, mas um visto de permanência do estrangeiro. “Essa autorização de permanência é muito importante porque ela supera a fase do visto provisório e dá uma perspectiva definitiva para que eles possam aqui residir utilizando e fazendo jus de todos os direitos que um estrangeiro tem no Brasil. Eles passam a ter novas oportunidades de trabalho, inserção social e participação em programas sociais. É um reconhecimento muito claro de que o Brasil é um País que acolhe seus imigrantes, que respeita direitos e não age de forma preconceituosa”, disse Cardozo. O tema também tem gerado discussão na Região Metropolitana de Campinas. Na cidade, estima-se que vivam atualmente 900 imigrantes do país caribenho, e algumas ações, como cursos de português e eventos específicos, passaram a ser realizados pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cidadania e Assistência Social. Em outras cidades, como Americana, a Prefeitura mapeia o número de imigrantes para só então criar políticas de atendimento. Em Nova Odessa, episódios de xenofobia, com pichações em muros mandando os haitianos “voltarem para casa”, foram registrados. Os casos são investigados. (Com informações da Agência Anhanguera)