Publicado 12 de Novembro de 2015 - 5h30

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que as negociações para a implantação das marginais na Rodovia Santos Dumont estão sendo finalizadas e que a concessionária AB Colinas irá realizar a obra. Segundo ele, faltam apenas alguns detalhes na revisão da concessão, uma vez que as marginais não fazem parte das exigências do contrato. Serão sete quilômetros de marginais entre os km 70 e km 77, que irão aliviar os congestionamentos e o acesso ao Aeroporto Internacional de Viracopos.

A AB Colinas informou ontem que o projeto executivo da implantação e modernização das marginais está sendo elaborado e discutido em conjunto com a Artesp e com a Prefeitura Municipal de Campinas. O projeto, inclusive, irá determinar as responsabilidades para a realização da obra, seu custo e cronograma, informou a concessionária, em nota.

A construção, no entanto, preocupa moradores e comerciantes localizados na Avenida Anton Von Zuben, às margens da rodovia, que temem ficar ilhados com as marginais.

Eles se reunirão hoje à noite na Escola Benevenuto Figueiredo Torres, ao lado do Centro de Saúde do Jardim São José, para discutir ações que possam ser adotadas para evitar que as obras possam prejudica-los. “Se a marginal pegar uma parte da avenida já seremos afetados. Convidamos o secretário municipal de Transporte para nos informar como ficaremos. A obra é do Estado, mas a avenida é do Município”, afirmou Lucio Rodrigues, da Comissão de Moradores da Rodovia. Segundo ele, cerca de 150 residências e 50 empresas poderão ser afetadas. “Queremos discutir possíveis alterações do projeto”, afirmou.

A obra, segundo informado em maio, está orçada em R$ 42 milhões e deverá ser concluída em 18 meses. Ontem o governador disse que espera poder anunciar o projeto no fim do mês, durante a inauguração do prolongamento do Viário Magalhães Teixeira, ligando as rodovias Anhanguera e Bandeirantes. Nesse mesmo dia ele espera poder anunciar também o cronograma de duplicação da Rodovia Miguel Melhado. “Estou aguardando o projeto executivo da Melhado e a ideia é que, assim que termine o anel viário, duplicar a ligação de Vinhedo a Viracopos.” As marginais são uma aposta para desafogar o trânsito na rodovia, uma das principais vias de acesso a Campinas, e registra constantes congestionamentos,

Discussão técnica

Na Secretaria de Transporte e Logística, o projeto da Miguel Melhado está em fase de discussão técnica, já que agora chegou-se a um consenso de como deverá ser a duplicação. O projeto de duplicação, que inclui construção de marginais e um viaduto na região do Campo Belo, foi desenvolvido pelo Departamento de Estrada de Rodagens (DER).

O projeto inicial previa o alteamento da pista em frente ao bairro São Domingos em 400 metros de extensão. Estimado em R$ 187 milhões, o projeto foi rejeitado pelos moradores do Campo Belo, porque o alteamento em 400 metros de extensão seccionaria os bairros. Depois de muitas discussões, chegou-se a um novo projeto, onde irá se manter o alteamento, mas com um viaduto, de forma que permaneça a ligação, por baixo, entre os dois lados da pista e uma ciclovia bidirecional acompanhando o trajeto. O custo do novo projeto subiu para R$ 207 milhões.

Governo prevê reforço da polícia contra bloqueios

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem em Holambra que foi montado um plano de contingência que prevê o reforço da Polícia Rodoviária para atuar na desobstrução de estradas, caso o protesto dos caminhoneiros chegue às rodovias estaduais. Segundo ele, por mais legítimo que seja o pleito da categoria, “não é correto e nem é legal obstruir rodovias e prejudicar o conjunto da população”. A greve perdeu força ontem, após o anúncio no aumento do valor das multas pelo governo federal. Na terça-feira, um protesto no km 130 da Rodovia Zeferino Vaz (SP-332), em Paulínia, fechou a estrada perto da Refinaria de Paulínia. Ontem, caminhoneiros protestaram na região de Presidente Prudente, mas não chegaram a fecha a estrada — eles permaneceram no acostamento. “Espero que não ocorram obstruções de estradas, mas se ocorrer, temos um plano, com reforço no número de policiais e vamos atuar para que as rodovias permaneçam abertas.” Os manifestantes, que fecharam rodovias em todo o País, são contra o governo, pedem revisão dos valores dos fretes e reclamam da alta de impostos e da elevação de combustíveis, entre outras reivindicações. (MTC/AAN)