Publicado 11 de Novembro de 2015 - 5h30

Os servidores do Centro de Saúde (CS) do Jardim Esmeraldina, em Campinas, fecharam a unidade, ontem de manhã, após uma técnica de farmácia ser assaltada no momento em que chegava para trabalhar. Os trabalhadores pedem segurança e um vigia para o local. O atendimento está suspenso por tempo indeterminado e será feito reagendamento de todos os procedimentos que estavam marcados. Na unidade passam cerca de 500 pessoas por dia e esse é o segundo roubo em frente ao CS, em 15 dias. O assalto ocorreu por volta das 7h na calçada oposta da unidade de saúde. A funcionária descia de um HB20 preto quando foi abordada por um bandido armado que tinha descido de uma Saveiro prata. O criminoso exigiu a chave do carro e fugiu com o veículo. Ao lado, outra funcionária estacionava e ficou em estado de choque. Dentro do CS já havia outros funcionários, que também testemunharam o assalto. Ao menos 20 pessoas estavam na fila esperando a abertura da unidade. “Foi um susto muito grande. Ninguém conseguiu fazer nada e também nem tinha o que fazer. Se reagisse levava um tiro”, disse a auxiliar de enfermagem e conselheira local, Lísia Beatriz Araújo Lara Ferreira. Segundo os funcionários, há duas semanas, a mulher de um médico foi agredida e quase atropelada por um bandido que levou o seu carro. A vítima tinha ido na unidade dar notícia ao especialista de que a neta tinha nascido. O bandido estava sentado em um banco ao lado do portão de acesso à unidade. Ele seguiu a mulher até o carro e anunciou o roubo. Ela se assustou e o criminoso a agrediu, inclusive mordendo a orelha da vítima. Depois ele a empurrou, entrou no carro e engatou marcha ré, na tentativa de atropelá-la. “Não há segurança aqui. Os assaltos estão ocorrendo em plena luz do dia. Estamos amedrontados”, disse a auxiliar de enfermagem Nadir Maria de Souza. A unidade de saúde funciona das 7h às 21h e atende nove bairros da região, que conta com uma população de 10 mil habitantes. Segundo os funcionários, os servidores do turno da noite fazem comboio para sair da unidade, com medo de assaltos. Eles param com o carro em fila na rua até a saída do último funcionário, que fecha o portão. “Queremos um vigilante aqui e os funcionários só voltarão quando tiver um. O trabalhador é vítima de todo tipo de violência”, comentou o diretor do sindicato dos servidores na área de Saúde, Lourivan Valeriano. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que entrará em contato com as secretarias municipal e estadual de Segurança para pedir um reforço no patrulhamento do local. Sobre a segurança terceirizada, a pasta está avaliando internamente a possibilidade de colocar um vigilante na unidade. (Alenita Ramirez/AAN)