Publicado 10 de Novembro de 2015 - 5h30

Os moradores de Campinas aguardam desde 2012 a liberação do sistema Ponto a Ponto na Rodovia Santos Dumont (SP-75), disponível somente para a população de Indaiatuba, e não há prazo para o sistema funcionar para os veículos da cidade. Segundo a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), a fase de testes tecnológicos para o sistema já está concluída e aprovada. A agência, no entanto, atribui a demora a impasse nos aspectos jurídicos e econômicos nos contratos de concessão, porque o sistema não está previsto nos acordos firmados com as concessionárias que administram as rodovias da região. Quando o sistema começou a ser implantado, a previsão do governo estadual era que em 2016 o Ponto a Ponto estaria disseminado por todo o Estado.

O sistema consiste na cobrança de pedágio baseada no trecho percorrido pelo usuário, pagando um valor menor para veículos que trafegam por pequenos trechos da rodovia. Além da Santos Dumont, o Ponto a Ponto funciona em outras três rodovias paulistas: Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360), Governador Adhemar Pereira de Barros (SP-340) e Professor Zeferino Vaz (SP 332).

Entretanto, com exceção da SP-340, onde qualquer veículo pode se cadastrar, nas outras rodovias o sistema não é aberto para qualquer veículo. Na SP-360, apenas os veículos licenciados no município de Itatiba, cujos condutores residam nos nove bairros do município localizados próximos à praça de pedágio do km 77 poderão aderir ao projeto. São eles: Champirra, Chavine e Castro, Citrus São Jorge, Encosta do Sol, Nova Champirra, Parque da Fazenda, Pinhal, Princesa da Colina e Venda Nova. O sistema na SP-332 é aberto para os moradores cujos veículos estejam licenciados nos municípios de Paulínia, Cosmópolis, Artur Nogueira, Engenheiro Coelho e Conchal. Já na SP-75, apenas os veículos licenciados no município de Indaiatuba poderão aderir.

O sistema foi implantado há três anos e ainda não há prazo para os moradores de Campinas utilizarem o Ponto a Ponto na Santos Dumont, por causa dos contratos com as concessionárias. “A Artesp trabalha na avaliação dos aspectos jurídicos e principalmente econômicos nos contratos de concessão, uma vez que o Ponto a Ponto não está previsto nas atuais concessões de rodovias na região de Campinas, sendo necessário manter o equilíbrio contratual”, informou a agência. “Os moradores de Campinas, por enquanto, são beneficiados com o Ponto a Ponto na SP-340, onde podem utilizar o pagamento de pedágio por trecho percorrido na região de Jaguariúna”, informou.

Além dos aspectos jurídicos e econômicos a serem superados para implantar o serviço para moradores de Campinas, a agência ressaltou que outro fator “são os aspectos legais relacionados as ações de evasão de pedágio cometidas por alguns usuários, pois trazem riscos financeiros e geram um grande problema de segurança nas praças de pedágio”.

Tarifas menores

Os veículos que aderirem ao sistema Ponto a Ponto pagam tarifa menor. Na SP-75, o motorista que for de Indaiatuba a Campinas paga R$ 4,60, contra R$ 11,50 do valor tradicional. Na SP-360, a tarifa de Jundiaí a Itatiba com o sistema sai R$ 1,10, enquanto o preço normal é de R$ 3. O motorista que passa pela praça de pedágio em Engenheiro Coelho, na Zeferino Vaz, paga R$ 3,70, no lugar dos R$ 4,40 cobrados normalmente. Já na SP-340, a economia é de 50%, caindo de R$ 10,50 para R$ 5,25. Para usufruir do pagamento por trecho percorrido é necessário possuir um tag (chip eletrônico), com tecnologia em frequência 915MHz de uma das Operadoras de Sistema de Arrecadação (Sem Parar, Auto Expresso ou ConectCar), instalado no veículo, desde que ele seja licenciado nos municípios exigidos para cada rodovia.