Publicado 10 de Novembro de 2015 - 5h30

“O vereador nem sequer sabe em que século Simone de Beauvoir nasceu, viveu e produziu pensamento. Nem sequer tentou compreender o que a frase citada no Enem significa. Não é engraçado. É a ruína causando mais ruína. O que interessa é fazer barulho, porque o barulho encobre o vazio de ideias.”

Câmara mantém veto ao Dia da Glória

Os vereadores de Campinas mantiveram ontem, por 19 votos a dois, os vetos ao projeto de lei que criou o “Dia da Glória Campineira”, uma referência ao título brasileiro de 1978 conquistado pelo Guarani. No mês passado, o prefeito Jonas Donizette (PSB) vetou parcialmente o texto ao barrar dois artigos que dariam atribuições e criariam despesas ao Município por causa da comemoração da data. Segundo a Prefeitura, os trechos vetados são inconstitucionais. Votaram contra o veto o autor da proposta, Cid Ferreira (SD), e o vereador Jaírson Canário (SD). “Não é da alçada do Executivo entrar no mérito da nomenclatura da homenagem. Mas, sim, com relação ao uso de verba pública, o que eu não julgo pertinente”, afirmou Jonas na época.

O veto parcial ao projeto já havia sido anunciado pela Prefeitura e atingiu os artigos 3 e 4. O primeiro previa que o Executivo municipal deveria incluir o Dia da Glória no calendário de eventos oficiais do Município e também promover os festejos em conjunto com membros indicados pela diretoria do clube de futebol. O segundo estabelecia que “as despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta de dotações próprias consignadas no orçamento vigente, suplementadas, se necessário”.

A proposta, assinada por Ferreira, foi votada em turno único em 14 de setembro e não houve discussão entre os parlamentares sobre o seu teor na ocasião. O projeto acirrou os ânimos entre as torcidas e chegou a gerar um confronto entre bugrinos e ponte pretanos em frente ao Legislativo 11 dias depois. Um motoqueiro de 35 anos, que passava pelo local, foi atingido por uma bomba caseiro e ficou gravemente ferido. (ER/AAN)