Publicado 15 de Novembro de 2015 - 5h30

No primeiro capítulo do livro "Chaves para ser um excelente treinador", de Frank Smoll e Ronald Smith, os técnicos de futebol são tratados como professores, psicólogos amadores, pais substitutos e representam até um modelo de conduta.

Contrariando a afirmação dos escritores, a Ponte Preta está vivenciando uma experiência inovadora desde que perdeu o técnico Doriva para o São Paulo. Apostou no jovem Felipe Moreira, de apenas 34 anos, e se deu bem. O time não perdeu o ritmo e segue, mesmo com chances remotas, na luta por vaga na Copa Libertadores.

Isso porque Felipe assumiu a função e “não inventou”. Manteve a linha de trabalho iniciada por Guto Ferreira e seguida por Doriva. E, com seu discurso baseado na amizade e respeito, o técnico estreante conquistou a confiança dos atletas.

“O Felipe chegou e não mexeu em nada do que vinha dando certo. Os jogadores se uniram em torno de um objetivo e agora estamos colhendo o que plantamos”, conta o atacante Diego Oliveira.

Felipe deu liberdade, por exemplo, para os atletas darem suas opiniões a respeito da forma de jogar. As vozes dos líderes do elenco — Marcelo Lomba, Fernando Bob, Ferron e Borges — têm peso em qualquer decisão tomada na preparação para cada rodada. “A gente vem jogando da mesma forma desde o início do ano. Todo mundo já sabe o que tem que fazer. Não mudou praticamente nada desde que o Doriva saiu”, ressalta o lateral Rodinei.

Simples e objetivo como era seu pai, Marco Aurélio Moreira, Felipe conta que a Macaca tem feito bons jogos porque está adaptada ao esquema. “O time vem jogando assim (no 4-2-3-1) e está adaptado. Gosto de ver a bola no chão, o passe correto, um time que busque o gol”, relata.

Com três vitórias, um empate e duas derrotas em seis jogos, Felipe tem 55,5% de aproveitamento dos pontos disputados. Apesar de já ter uma certa bagagem como auxiliar e ter feito estágios no Japão e Portugal, o jovem treinador não faz previsão para o ano que vem. “Sou funcionário da Ponte. O que for decidido pela diretoria, vou cumprir”, finaliza.

A Macaca deve contratar um novo treinador para 2016. Gilson Kleina, dispensado pelo Avaí, e Eduardo Batista, que está balançando no Fluminense, são os mais cotados. Se Batista vier, a Macaca poderá ter um trio de filhos de ex-jogadores: Gustavo Bueno, filho de Dicá, Felipe Moreira, filho de Marco Aurélio, e Eduardo, filho de Nelsinho Batista.

NOTAS DA MACACA

Olho nele!

Na briga para fugir do rebaixamento, o Figueirense virá a Campinas com o atacante Dudu, destaque do time. Dias atrás, surgiu a informação de um possível interesse da Macaca em sua contratação para 2016.

Desfalques

O goleiro Felipe, com lesão em um dedo da mão direita, e o atacante Elias seguem vetados pelo DM do Figueirense. Na Ponte, o volante Josimar está recuperado e deve ficar no banco.

Cuidados

Durante o primeiro mês de recuperação da complicada cirurgia no rosto, o atacante Felipe Azevedo terá que usar uma placa de proteção no lado direito de sua face. Neste período, não poderá fazer qualquer atividade física de maior intensidade. Só depois do 30 dia poderá retomar gradativamente o ritmo de treino.