Publicado 15 de Novembro de 2015 - 5h30

[CR_TXT_2LINH]Julianne Cerasoli

[/CR_TXT_2LINH][CR_TXT_PROCE]De Interlagos

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Mesmo com a expectativa de uma corrida complicada pelo forte calor e pelo alto desgaste de pneus, ninguém duvida que o GP do Brasil será uma disputa particular entre Nico Rosberg, em busca de garantir o vice-campeonato e terminar o ano com a moral em alta após ficar devendo pela maior parte da temporada, e Lewis Hamilton, atrás de sua primeira vitória em Interlagos, na corrida que tem largada às 14h.

No primeiro round da briga interna da Mercedes, Rosberg reiterou sua boa forma em classificações e sairá da pole position pela quinta vez consecutiva. Porém, o alemão não dá tanta importância para a sequência. “Só penso nas corridas individualmente, mas como efeito colateral, temos a luta pelo vice-campeonato e também é sempre melhor terminar a temporada bem. Isso pode ser bom para o ano que vem.”

De fato, o piloto precisa reagir, depois de ser dominado em grande parte do ano por Hamilton, que selou o tricampeonato com três provas para o fim do Mundial. Cumprindo tabela, o inglês não se mostra preocupado com a atual fase do companheiro. Afinal, já atingiu seu objetivo. Porém, o próprio Lewis reconhece que a primeira vitória em Interlagos seria bem-vinda. “Meu trabalho principal, que era conquistar o campeonato, foi feito. Ao mesmo tempo, ganhar pela primeira vez aqui é meu objetivo para este final de semana porque este é um dos poucos GPs que não conquistei. Ano passado, fiz uma corrida forte, então espero que seja o mesmo desta vez e que possa ganhar”, declarou o inglês, que disputa sua nona temporada e apenas não chegou em primeiro no Brasil, na Áustria (em que correu apenas duas vezes) e no México, que estreou nesta temporada.

Além de bater o companheiro, Rosberg também busca se garantir na segunda colocação do campeonato. Para isso, precisa abrir pelo menos 26 pontos em relação a Sebastian Vettel, que larga em terceiro. A diferença entre os dois é de 21 pontos.

Ao alemão da Ferrari, que foi superado em todos os treinos livres por uma margem de cerca de sete décimos, mesmo em uma das pistas mais curtas de toda a temporada, resta acreditar no ritmo de corrida da Ferrari, que costuma ser melhor do que o de classificação. “Conseguimos melhorar o carro ao longo das sessões, o que é bom para a corrida, na qual esperamos estar mais próximos das Mercedes. Espero uma corrida maluca, porque muitos pilotos estavam escorregando nos treinos, incluindo nós, então pode ser uma corrida movimentada por causa dos pneus”, prevê o tetracampeão.

Felipe Nasr foi punido com a perda de três posições no grid e larga em 13. Ele explicou que não sabia que Felipe Massa estava em volta rápida. "Fui avisado que todos os carros estavam ali sincronizados na mesma volta e, infelizmente, eles trocaram de posição na pista. A última mensagem que eu tinha era que o Bottas estava atrás de mim e que era uma volta mais lenta".

Rivalidade finlandesa está inflamada

Separados por três pontos no campeonato, Valtteri Bottas e Kimi Raikkonen não têm se entendido dentro das pistas e, ao que tudo indica, a rivalidade finlandesa está cada dia mais inflamada. Após duas colisões com o campeão de 2007, o piloto da Williams reconhece que o clima não é dos melhores. E garante que irá para cima do ferrarista se os dois se encontrarem novamente na pista neste GP do Brasil.

“Cada situação é única, mas estamos no final da temporada e quero lutar por qualquer posição que puder. Então não vou desistir de nenhuma manobra agora”, avisou Bottas, que defende a quarta colocação no mundial, três pontos à frente de Raikkonen.

Mesmo sem querer criar uma polêmica pessoal contra o compatriota, Bottas admite que não se sente à vontade pelo fato dos torcedores em seu país terem culpado-o por ambos os acidentes, ocorridos na última volta do GP da Rússia (pela qual Raikkonen foi punido) e durante o GP do México.

“Obviamente, as pessoas torcem mais para Kimi porque ele é campeão do mundo, mas eu entendo. Quando eu vi os comentários — e as mensagens privadas que mandam no Facebook são as piores —, percebi que era um monte de m… e agora não vejo mais.”

Ainda assim, Bottas não vê motivos para aclarar a situação com Raikkonen. “Não conversamos desde então e não acho que temos motivos. Nas corridas, às vezes você bate em outros carros, às vezes não”, refletiu.

Perguntado se ele e Kimi se dão bem, Bottas suspirou e, com um leve sorriso, disse. “Às vezes, sim. Mas não temos nos falado muito ultimamente”. (JC)

Problemas com aderência deixam Massa em oitavo

A 8 colocação no grid está longe do que Felipe Massa esperava para o GP do Brasil. Sofrendo desde os primeiros treinos com a falta de aderência, revelou ter tentado ‘o possível e o impossível’ para melhorar o rendimento, sem sucesso.

“Não consegui me acertar com o carro em uma pista em que nunca tive problemas, sempre me dei bem. É quando eu chego nas curvas lentas: mudei o possível e o impossível no carro e continua não funcionando. Vamos ver se alguma coisa pode mudar para a corrida.”

Como os carros não podem sofrer alterações entre a classificação e a corrida caberá a Massa tentar acertar detalhes que possam melhorar a situação. “Vamos trabalhar com temperatura e pressão de pneu e mexer na asa dianteira também. Não acabou ainda.”

A classificação por pouco não acabou ainda no Q2, quando Massa foi atrapalhado pelo compatriota Nasr. “Na minha visão, eu estava na minha volta e ele não me viu. Acabei tirando para fora da pista para não bater.” (JC)