Publicado 14 de Novembro de 2015 - 5h30

[CR_TXT_3LINH]Julianne Cerasoli[/CR_TXT_3LINH]

[CR_TXT_PROCE]De Interlagos[/CR_TXT_PROCE]

De manhã, deu Lewis Hamilton. À tarde, Nico Rosberg. Pelo que os dois pilotos da Mercedes fizeram nas primeiras sessões de treinos livres para o GP do Brasil, o final de semana promete ter uma disputa quente. Mas só entre os dois: o carro alemão se mostrou bastante superior aos demais, colocando cerca de um segundo nos rivais mais próximos, da Ferrari.

Mesmo após ter feito o melhor tempo de ontem, contudo, Rosberg disse ter encontrado um circuito bastante diferente de 12 meses atrás. O vencedor de 2014 reclamou do estado do asfalto, que foi completamente renovado para a prova do ano passado. "É sempre um desafio adaptar-se a um novo circuito e especialmente a esse, que está completamente diferente em relação ao ano passado. Eles mudaram as zebras, então você não consegue atacá-las da mesma maneira. O asfalto quebrou bastante desde o ano passado porque os carros de turismo andaram muito aqui. Então chegamos em algumas curvas em que o asfalto está quebrado e perdemos muita aderência", afirmou o vice-líder do campeonato.

Em relação à disputa interna, Rosberg e Hamilton apostaram em um duelo apertado. O alemão fechou o dia quase meio segundo mais veloz que o companheiro, mas revelou que o inglês não fez a melhor volta que poderia nos primeiros treinos. "A diferença para Lewis não foi o real, porque ele errou as configurações do motor, então isso lhe tirou bastante tempo de volta", revelou o alemão. Já o inglês se limitou a dizer que “Nico está pilotando muito bem e será apertado.”

Do lado de Felipe Massa, o GP do Brasil não começou bem. O brasileiro fechou o dia em décimo e, apesar da Williams ter o costume de não ir atrás de grandes marcas na sexta-feira, se mostrou reticente em relação ao rendimento do carro. “Foi um dia complicado. Tive um pouco de problema com a traseira do carro, que escorregava muito. Vamos ver o que dá para mudar porque, sem dúvida, não foi um bom dia. A traseira do carro não para no chão.”

Felipe Nasr, que corre pela primeira vez em Interlagos na Fórmula 1 como piloto oficial, gostou da energia da arquibancada. “Depois de um ano de aprendizado, de muita coisa positiva, é bom chegar em um lugar de que você gosta, onde sempre sonhou em andar”, salientou o estreante que, por outro lado, também sentiu dificuldades com os pneus. “Está todo mundo trabalhando em cima disso”.

As atividades para o GP do Brasil continuam com o terceiro treino livre, que será disputado a partir das 11h de hoje. Às 14h, começa a definição do grid. A corrida, amanhã, tem largada também às 14h.

Hamilton acha motivação para buscar mais vitórias

Campeão nos últimos dois anos, com 31 pódios e 21 vitórias em 36 GPs disputados desde 2014, Lewis Hamilton poderia estar com dificuldades de encontrar motivação para correr. Afinal, diferentemente da temporada passada, quando seu companheiro de Mercedes, Nico Rosberg, complicou sua vida e a decisão do título saiu na última etapa, o campeonato de 2015 foi um passeio.

Hamilton se sagrou campeão na etapa dos EUA, com três corridas para o final da temporada, e tem nada menos que 73 pontos de diferença para Rosberg faltando duas corridas.

Perguntado se conseguia manter a motivação mesmo sem ter adversários, contudo, Hamilton comparou sua situação com um casamento longevo. “É como ter prazer em estar com a mesma mulher a vida toda mesmo que ninguém mais fique com ela, só você”, disse o inglês, depois de refletir. “Você encontra o prazer em coisas diferentes”. No caso do GP do Brasil, Hamilton busca sua primeira vitória no circuito de Interlagos. Ao lado de Áustria, em que correu apenas duas vezes nos nove anos de carreira, e México, que estreou neste ano, a etapa brasileira é uma das poucas em que nunca venceu. O inglês reconheceu que acabar com essa sina é importante. “Lembro que o Senna teve dificuldade para vencer aqui. É uma pista complicada, porque geralmente está quente, os pneus superaquecem e é difícil ter o controle o tempo todo”. A classificação para o GP do Brasil será às 14h de hoje, mesmo horário da largada, amanhã. (JC)

Ericsson diz que mostrou seu valor na temporada

Era fácil subestimar a capacidade de Marcus Ericsson há um ano, quando Felipe Nasr foi anunciado como seu companheiro na Sauber. Afinal, o piloto sueco fizera uma temporada de estreia apagada na nanica Caterham, enquanto o brasileiro vinha de um vice-campeonato na GP2, principal categoria de acesso à F-1.

“Eu sabia que ele era um bom piloto, mas para mim também era difícil mostrar serviço vindo de um ano na Caterham. Então não fiquei surpreso quando vi as pessoas falando muito do Felipe e não tanto sobre mim”, revelou o piloto. “Mas eu mostrei que eles estavam errados, especialmente na segunda parte do ano, na qual, na minha opinião, fui mais forte (do que Felipe). Os pontos não mostram as performances na realidade.”

A classificação do Mundial de pilotos tem Felipe Nasr com 27 pontos, na 13 colocação, e Ericsson com apenas nove, em 18. (JC)