Publicado 12 de Novembro de 2015 - 5h30

Os senadores Romário (PSB-RJ) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciaram ontem terem conseguido as 35 assinaturas necessárias para prorrogar por mais seis meses os trabalhos do CPI do Futebol, que deveria ser concluída no próximo dia 22 de dezembro. Hoje, as assinaturas deverão ser checadas para que a prorrogação seja homologada pelo Senado.

"Recebemos várias informações que comprovam todo sistema corrupto do futebol brasileiro, onde a CBF é a cabeça de tudo. Logo, não podemos encerrar o trabalho de investigação tão promissora. São más notícias para o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, que ficará mais alguns meses sem poder sair do País", escreveu Romário nas redes sociais.

Mais cedo, foi adiada por falta de quorum a sessão da CPI que votaria 23 requerimentos (sendo 10 deles secretos) que pedem o demonstrativo de resultados e lucros e a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 e de pessoas e empresas ligadas à CBF e a seus dirigentes.

A reunião foi adiada para a próxima semana a pedido de um grupo de senadores ligados a Romero Jucá (PMDB-RR), aliado da CBF. De acordo com Romário, os senadores Romero Jucá, João Alberto (Souza, PMDB-MA), Fernando Collor (PTB-AL), Gladson Cameli (PP-AC), Davi Alcolumbre (DEM-AP) e Donizeti Nogueira (PT-TO) pediram acesso aos documentos da investigação.

"Há graves indícios de irregularidades no COL. Também há entre os requerimentos o pedido de quebra de sigilo telefônico e de e-mail do atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e do ex-presidente preso, José Maria Marin, entre outros requerimentos. Posso afirmar que os fatos que descobrimos são bem piores do que imaginávamos", garantiu o senador do PSB. (Da Agência Estado)