Publicado 12 de Novembro de 2015 - 5h30

Os pilotos começam hoje a frequentar Interlagos para iniciar as atividades do GP do Brasil de Fórmula 1 e vão se deparar com um cenário bem diferente. A ampliação do paddock propiciou uma grande mudança visual, mas ao mesmo tempo, como a revitalização ainda está em andamento, o autódromo ainda tem sinais de obra e a presença de operários.

A prova de 2015 coincide com a transição da segunda para a última fase da reformas no autódromo paulistano.

Orçada em R$ 160 milhões, a obra começou em 2014 com a troca do asfalto e reparos em áreas de escape. O estágio mais agudo veio neste ano, quando o ponto mais criticado sofreu intervenções.

"Quero ver quanto o paddock mudou. Era um dos menores da temporada e difícil para os integrantes das equipes trabalharem", disse o russo Daniil Kvyat, da Red Bull. "Interlagos não tem a estrutura mais impressionante dos dias atuais, mais é um circuito histórico para a fórmula 1", comentou o venezuelano Pastor Maldonado, da Lotus.

A ampliação do paddock foi dividida em duas fases, ao custo total de R$ 101,8 milhões. A primeira delas está pronta e liberada para a utilização das equipes, que passam a ter o triplo de espaço para trabalhar. Essa área é o térreo do novo prédio construído para ser a área de apoio aos boxes. Já o segundo pavimento será liberado em 2016.

No segundo piso, alguns operários ainda trabalham. O pavimento já está edificado e passa pela fase de acabamento. Na entrega da reforma, na semana passada, a prefeitura explicou que o prédio do paddock está 80% concluído.

Também ficaram prontas uma nova galeria técnica para passagem de fios e cabos elétricos e um prédio de seis andares, que será o novo centro operacional. O local ainda tem sinais de fim de obra, porém não será usado na totalidade para a corrida do próximo domingo. Na semana passada, o chefe da categoria, Bernie Ecclestone, afirmou que com a reforma, Interlagos deixou de ser o pior circuito do mundo. "A mudança é bem visível e o pessoal por enquanto tem aprovado", explicou o engenheiro-chefe do GP, Luis Ernesto Morales. (AE)