Publicado 11 de Novembro de 2015 - 5h30

A diretoria do São Paulo explicou que a demissão do técnico Doriva, que ficou apenas sete partidas no comando do clube, foi pensada para que se pudesse planejar a próxima temporada com o foco em um novo treinador. "Foi uma situação peculiar em que a gente teve de combinar objetivo de Libertadores e liberdade para pensar um novo comando técnico para 2016", afirmou Gustavo Vieira de Oliveira, diretor executivo de futebol.

O auxiliar Milton Cruz, mais uma vez, vai comandar a equipe nas quatro últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Os dirigentes tricolores evitam falar em nomes, mas Cuca, que está no futebol chinês, Diego Aguirre, que está sem clube após ter sido demitido do Internacional, além de Paulo Autuori, são nomes especulados.

"Queremos o próximo treinador com um perfil que traga uma carga e nos represente uma perspectiva de conquista de títulos. Ele vai assumir no momento estratégico que o time vai ter no próximo ano, com incremento de elenco, mas dentro das restrições financeiras", comentou o dirigente, dando a entender que não cogita um técnico estrangeiro. "A gente não exclui qualquer possibilidade. A gente tem de entender o momento do elenco, que necessita de um corpo. Treinador estrangeiro tem um momento certo, na hora certa. Não excluo, mas hoje o cenário é diferente."

Gustavo também falou que o clube trará reforços para a próxima temporada e espera que venha a vaga na Libertadores para que o time tenha mais recursos para contratar. "Nossa análise preliminar é que precisamos encorpar o elenco. Temos posições que merecem ser mexidas, características e atletas que gostaríamos ver em 2016. Trabalho mais com o objetivo de entrada de atletas", concluiu o diretor, se recusando a falar de nomes, inclusive de Lugano, cuja volta à equipe vem sendo especulada nos últimos tempos.

Cuca

Um dos cotados para substituir Doriva, Cuca avisa que pretende seguir no Shandong Luneng, na China. Por meio do seu agente, o treinador diz que quer cumprir até o fim o seu contrato de três anos — há ainda mais um ano de vínculo pela frente. (Da Agência Estado)

A FRASE

“Eu não considero o Rogério Ceni uma opção pra 2016. Ele é tratado como atleta.”