Publicado 10 de Novembro de 2015 - 5h30

O São Paulo anunciou ontem à tarde que Doriva não é mais o técnico da equipe. Em sete jogos no comando, o treinador teve quatro derrotas, dois empates e uma derrota, um aproveitamento de apenas 33%. O clube confirmou a troca de comando nas redes sociais. O último jogo dele foi domingo, na derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro. O comando do time até o final do ano ficará com o coordenador técnico Milton Cruz, que entre abril e junho deste ano também comandou a equipe.

Contratado para substituir o colombiano Juan Carlos Osorio há 32 dias, Doriva deixou a Ponte Preta para aceitar o desafio de liderar o São Paulo. O técnico foi revelado pelo clube como volante na década de 1990 e chegou como um dos últimos atos da gestão do presidente Carlos Miguel Aidar. O dirigente renunciou ao cargo cinco dias depois da apresentação do treinador.

Logo depois desta saída, o novo presidente, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, promoveu outras mudanças no departamento de futebol. O então gerente de futebol José Eduardo Chimello entrou em acordo com o novo mandatário e deixou o cargo. Chimello havia trabalhado com Doriva no Ituano e foi um dos responsáveis para negociar sua contratação.

Para o lugar dele, retornou à gerência Gustavo de Oliveira (filho do ex-jogador Sócrates), um dos responsáveis, segundo Doriva, pela troca de comando. "Gustavo me disse que queria criar um fato novo no São Paulo. E por isso fui demitido", disse o técnico, via assessoria de imprensa. Doriva foi eliminado da Copa do Brasil diante do Santos, com duas derrotas. A queda impediu o São Paulo de terminar o ano com título e foi sacramentada com uma derrota por 3 a 1 na Vila Belmiro, quando o time levou todos os gols em 23 minutos.

O comunicado de Doriva, via assessoria de imprensa, teve tom crítico em relação ao diretor executivo de futebol do São Paulo, Gustavo Vieira de Oliveira, que voltou à diretoria depois que Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, foi eleito.

Além de citar Gustavo de Oliveira, o comunicado critica o tratamento recebido: "Doriva foi chamado pela diretoria à tarde. Ele estava em Itu. Veio à Capital e foi demitido em cinco minutos". (Da Agência Estado)