Publicado 11 de Novembro de 2015 - 22h05

Por Paulo Santana

Renato Cajá deixou a Ponte Preta em julho e acertou transferência para o Al Shabab, dos Emirados Árabes: meia está com lesão no joelho

Cedoc/RAC

Renato Cajá deixou a Ponte Preta em julho e acertou transferência para o Al Shabab, dos Emirados Árabes: meia está com lesão no joelho

Em breve, o meia Renato Cajá estará de volta ao Majestoso. Mas não será para a sua quarta passagem como jogador da Macaca. Ele pediu (e deverá receber) autorização da diretoria para passar por tratamento médico a fim de se curar de uma lesão no joelho, ocorrida em jogo de sua equipe, o Al Shabab, dos Emirados Árabes Unidos.

Ainda quando estava no Moisés Lucareli, Cajá não economizou elogios ao Imap (Instituto de Medicina e Avaliação da Performance), que funciona no estádio com equipamentos de última geração e profissionais de alto conhecimento científico para cuidar de atletas. Estruturado com equipamentos que custaram R$ 1,3 milhão em 2009, o Imap pode atender ao meia da melhor maneira possível. O espaço atende atletas que precisam de treinamento de propriocepção, avaliação isocinética muscular e de força. E também consegue apurar o sinal elétrico muscular de ligamentos cruzado anterior e posterior de joelhos.

O Imap, que é gerenciado pelo médido Roberto Nishimura, está pronto para avaliar limiares respiratórios e metabólicos, composição corporal, velocidade, glicemia, colesterol e triglicérides, lactato sanguíneo, impulsão e saltos, além de contar com um laboratório de análise de sangue.

A DESPEDIDA

Cajá deixou a Macaca em julho depois da derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, pela 13ª rodada do primeiro turno do Brasileirão. Na ocasião, o meia era o artilheiro da equipe com cinco gols e figurava como um dos principais destaques da competição, segundo avaliação de jornalistas de todo o Brasil.

A torcida ficou na bronca com sua saída repentina. Mas, se o atleta foi embora seduzido por uma proposta milionária irrecusável, a Macaca teve sua contrapartida e recebeu US$ 2 milhões (quase R$ 8 milhões) como pagamento da multa contratual.

Cajá assinou contrato de três anos com salário em torno de R$ 600 mil mensais no mundo árabe. Para seu lugar, primeiramente, a diretoria trouxe os meias Felipe e Bady, ambos do Atlético-PR. Os dois não trouxeram os resultados esperados. Felipe jogou pouco e, hoje, está esquecido no elenco. Bady, por sua vez, chegou a ter uma sequência razoável, mas logo caiu de rendimento e também perdeu espaço. O experiente Cristian foi quem resolveu o problema da camisa 10 da Macaca. Desde que o ex-jogador do Ituano entrou em cena, a Ponte voltou a ter boas apresentações e até entrou na briga por vaga na Libertadores.

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Paulo Santana