Publicado 13 de Novembro de 2015 - 22h25

Por Da agência ANSA/ Brasil

Escultura 'O Homem que Anda' ocupa uma das salas do Museu Rodin. reaberto após reformas

France Press

Escultura 'O Homem que Anda' ocupa uma das salas do Museu Rodin. reaberto após reformas

O célebre Museu Rodin, em Paris, reabriu suas portas esta semana, após três anos de restauração que custou mais de 16 milhões de euros. O museu era um dos 10 mais visitados na França. A diretora do local, Catherine Chevillot, explicou que a residência do escultor entre 1893 e 1917 “estava em um estado muito preocupante, o piso, as paredes e os tetos davam sinais alarmantes de fadiga”.

O prédio, datado de 1730, se transformou em museu em 1919, era um ponto obrigatório para os turistas mais exigentes e refinados e contava com uma média de 700 mil visitas por ano. “Além das fortes intervenções na estrutura, trabalhamos de modo profundo na apresentação das obras. O trajeto de 18 salas está mais fluido e o visitante terá uma visão mais completa para refletir sobre o artista”, explicou a diretora. “Nós realocamos mais de 500 trabalhos. É um número considerável. Não se trata de uma revolução, mas sim de um renascimento”, completou Chevillot.

Do total investido na restauração, 51% foram cedidos pelo Estado francês, e o restante, pelo próprio Musée Rodin, o único museu nacional do país a autofinanciar atividades e salários. Entre as principais mudanças no interior do local, está uma iluminação em led, um mobiliário “inspirado nos instrumentos de um ateliê” e a cor das paredes, que passou de branco para cinza, o que impede que os “mármores desapareçam e os bronzes fiquem contra a luz”. 

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