Publicado 10 de Novembro de 2015 - 15h36

Por Milene Moreto

As movimentações do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT) são acompanhadas de perto por seus rivais. Dentro da Câmara de Campinas, uma das teorias levantadas é que Hélio adotará a “jogada Edson Moura” na eleição do ano que vem. Vai sair candidato, ficar na disputa até quando der e trocar seu nome pelo de Sergio Benassi (PCdoB) na hora H. Aliados do prefeito Jonas Donizette (PSB) pressionam o Executivo para que o prefeito rompa definitivamente as relações com o PCdoB.

Nada disso

A presidente do PCdoB, Marcia Quintanilha, afirmou que não houve nenhuma conversa com Hélio e que o cenário descrito por alguns políticos não tem fundamento, não passa de especulação. A ideia da legenda é ampliar a bancada na Câmara no ano que vem e escolher qual o melhor caminho para isso. A eleição de 2016, inclusive, será tema da conferência da legenda que acontece no prédio do Legislativo, no sábado.

Frase

O PCdoB não teve nenhuma conversa oficial com o PDT. Se isso acontecer, a primeira pessoa a ficar sabendo é o prefeito Jonas. (Da presidente do PCdoB, Marcia Quintanilha, sobre a possibilidade de aliança com o PDT em 2016).

Reunião

O PDT fará seu encontro regional em Campinas, no Hotel Vila Rica, também no sábado. O encontro regional dos pedetistas contará com a presença do presidente nacional, Carlos Lupi, do vereador da Capital Netinho de Paula e do ex-ministro Ciro Gomes.

Desgaste

Tem quem diga dentro do PCdoB que a insistência em mencionar Benassi ao lado de Hélio tem uma razão: tirar a gestão do partido da Secretaria de Planejamento, hoje comandada por Fernando Pupo. O interesse estaria nas modificações da lei de uso e ocupação do solo e no Plano Diretor. Dentro da legenda, Marcia garantiu que não existe nenhuma movimentação para aliança com os pedetistas.

Azul

Os prefeitos têm feito ginástica nos seus orçamentos para conseguir fechar o ano no azul e investir algum recurso em projetos que possam garantir votos em 2016. A situação, no entanto, anda bem complicada.

Gastos

Em Campinas, por exemplo, Jonas deve cortar horas extras e reduzir o gasto com a frota de veículos. No que diz respeito aos comissionados, que por determinação da Justiça terão de ser reduzidos e poderiam, automaticamente, gerar economia aos cofres públicos, o Executivo é mais cauteloso.

Caminhos

O certo é que o governo vai recorrer da decisão do juiz da 1° Vara da Fazenda Pública de Campinas, Mauro Fukumoto. Dos 449 cargos que devem ser extintos, o governo trabalha com a possibilidade de redução de 80, que são ocupados por assessores setoriais.

Efeitos

Em ano pré-eleitoral, a demissão em massa pode ter efeitos nas alianças. O mais provável é que o Executivo vá exclusivamente pelo caminho de reverter a decisão. Segundo os interlocutores de Jonas, o governo está seguro em relação ao número de funcionários na Administração e à competência de cada um deles.

Secretariado

Depois da reunião com os parlamentares, ontem foi dia do prefeito de Campinas se encontrar com o seu secretariado. Jonas falou sobre os cortes que pretende fazer, sobre as áreas mais sensíveis e manifestou sua vontade de promover um “dezembro de entregas”. Desde que foi eleito, Jonas instituiu na agenda oficial meses prediletos para entregar obras e fazer inaugurações. As exigências do peessebista sempre causam correria do secretariado, mas segundo interlocutores do prefeito, tudo já está encaminhado.

Escrito por:

Milene Moreto