Publicado 14 de Novembro de 2015 - 17h28

Por Shana Pereira

Gabriel Sepe, que é de Rio Claro, levou três tiros nas costas durante atentados em Paris; segundo a família, seu estado de saúde do arquiteto é estável, ele passou uma cirurgia e passa bem

Reprodução

Gabriel Sepe, que é de Rio Claro, levou três tiros nas costas durante atentados em Paris; segundo a família, seu estado de saúde do arquiteto é estável, ele passou uma cirurgia e passa bem

O arquiteto Gabriel Sepe, de 29 anos, da cidade de Rio Claro (localizada a 84 km de Campinas), foi um dos dois brasileiros baleados durante os atentados terroristas na França. 

Ele estava em um dos locais em que ocorreu atentado, no restaurante Le Petit Camboge, nas proximidades do canal Saint-Martin, em Paris. Sepe levou três tiros nas costas. Gabriel embarcou para o país no último domingo. De acordo com a família, o estado de saúde do arquiteto é estável, ele passou uma cirurgia e passa bem. 

Apreensão

Os familiares estavam apreensivos com a demora de notícias sobre Sepe e ficaram 18 horas sem comunicação com o arquiteto. Sabiam somente que ele tinha se feriado durante o ataque. “Logo após a cirurgia, ele entrou em contato conosco. Estamos mais tranquilos e felizes com a recuperação”, disse o tio do rapaz, Josué Sepe.

O arquiteto estava apenas de passagem pela capital francesa, pois estava a caminho de Valência na Espanha, para apresentar um trabalho com um grupo de professores e estudantes. A mãe e o pai de Gabriel estão viajando a Paris para encontrar com o filho. Uma estudante brasileira, amiga dele, também levou um tiro de raspão e está fora de perigo. A identidade dela não foi divulgada.

Os dois brasileiros feridos nos ataques de sexta-feira (13) em Paris passam bem e não correm risco de morrer. A informação é da embaixadora do Brasil em Paris, Maria Edileuza Fontenele Reis, em entrevista ao jornal O Estado de S Paulo.

As autoridades de Paris informaram que pelo menos 99 pessoas continuam em hospitais da cidade em estado grave após os ataques terroristas. Outras 177 estão em situação de emergência relativa, enquanto 53 já receberam alta. Houve ainda apoio a 43 pessoas que estavam de alguma maneira envolvidas com a situação, como parentes e testemunhas.

As vítimas foram levadas, principalmente, para os hospitais Saint-Louis, Pitié-Salpêtrière, Européen Georges Pompidou, Henri Mondor, Lariboisière, Saint-Antoine e Beaujon. As informações foram confirmadas pela agência de notícias France Press e por jornais franceses. ag estado

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Shana Pereira