Publicado 13 de Novembro de 2015 - 8h11

Mesmo baleado, Prado conseguiu chegar até a entrada do estabelecimento onde seguranças acionaram o Samu

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Mesmo baleado, Prado conseguiu chegar até a entrada do estabelecimento onde seguranças acionaram o Samu

Um jovem de 20 anos foi morto a tiros logo depois de estacionar o carro na rua em frente ao estacionamento do Campinas Shopping, no Jardim do Lago, em Campinas, na noite de quinta-feira (12). Alex de Assis do Prado foi atingido no lado esquerdo do tórax e a munição transfixou seu corpo. No local a perícia achou uma cápsula de pistola ponto 40. Ninguém foi preso.

Apesar do crime ter sido registrado como homicídio, a Polícia Civil também não descarta latrocínio - tentativa de roubo seguido de morte. Testemunhas disseram ter visto um casal atirando contra o rapaz.

O crime foi por volta das 20h. Segundo familiares, o jovem iria há um supermercado no shopping. Para não pagar estacionamento, ele teria parado o carro em um local proibido, na rua, e quando entrava pelo acesso de pedestres foi abordado por um casal. Não se sabe se ele reagiu. Segundo testemunhas, foram efetuados dois disparos de pistola calibre ponto quarenta.

Um dos tiros atingiu Alex, que mesmo ferido ainda correu cerca de 20 metros, até a porta de acesso ao shopping. O jovem chegou a ser socorrido pelos seguranças, que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.

De acordo com a polícia, um taxista que estava no estacionamento do shopping contou que, minutos antes, foi abordado por três rapazes para fazer uma corrida até o Jardim Itatinga, mas se recusou.

O trio estaria acompanhado de uma garota que aparentava ser adolescente, usava vestido e ficou a certa distância dos rapazes.

Após a recusa, o grupo teria saído do estacionamento a pé e ido em direção à rua. Em seguida o taxista ouviu os disparos.

O grupo correu e, segundo a polícia, logo em seguida um motociclista que passava pelas imediações do shopping foi atacado por um casal.

"Não sabemos se tem ligação, mas estamos em busca de imagens para para identificar as duas ações: da abordagem ao jovem e do assalto ao motociclista, para ver se são os mesmos criminosos", disse o delegado do Setor de Homicídios, Ruy Pegolo.

"Contamos com a colaboração de testemunhas. Quem tiver alguma informação, por favor, nos ligue de forma anônima no disque denúncia 3236-3040 ou no Setor de Homicídio, 3232-8822", pediu o delegado.

Alex trabalhava na Pirelli, em Campinas, como técnico em mecânico. Segundo o pai, o aposentado Rovilson do Prado, de 54 anos, o jovem era baladeiro e amava festas. "Ele não usava drogas, gostava muito de sair e não queria se casar tão cedo. A gente sempre falava para ele maneirar um pouco", disse.

O corpo do jovem foi enterrado na tarde desta sexta-feira (13) no Cemitério das Aléias.

Apesar da suspeita de latrocínio, nada foi levado do jovem. Segundo Pegolo, a partir da semana que vem, serão chamados testemunhas e famílias para prestarem depoimentos.

Em nota, o shopping informou que o crime ocorreu na via pública, mas, mesmo assim, estava contribuindo com as investigações.

Também frisou que no início desta semana se reuniu com autoridades policiais para discutir melhorias na segurança nas proximidades do centro comercial, já que há queixas de assaltos nas redondezas. A Polícia Militar informou que intensificou as rondas no entorno.

SAIBA MAIS

Se confirmada a motivação por latrocínio, o número de crimes nessa modalidade sobe para 12 neste ano.

O último caso registrado em Campinas ocorreu no feriado dia 20 do mês passado, no bairro Taquaral, quando o vigilante Salvador Gonçalves Batista, de 39 anos, foi morto a tiros durante uma suposta tentativa de assalto em uma lanchonete na Avenida Luísa de Gusmão, a cerca de 450 metros do 4º Distrito Policial (DP) e a 900 metros do portão principal da Lagoa do Taquaral. O crime também foi registrado como homicídio.

Na modalidade de homicídio, esse foi o oitavo boletim de ocorrência neste mês, como um total de nove vítimas.