Publicado 12 de Novembro de 2015 - 11h58

Por Vinícius Agostini

Um caminhão que transportava produtos químicos e tóxicos acabou derramando o material quando parou em um posto de combustíveis em Valinhos

Leandro Ferreira/ AAN

Um caminhão que transportava produtos químicos e tóxicos acabou derramando o material quando parou em um posto de combustíveis em Valinhos

O vazamento de ácido clorídrico que era transportado por um caminhão-baú mobilizou bombeiros, técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), da Defesa Civil e a Polícia Militar, na manhã desta quinta-feira (12), em Valinhos.

O vazamento liberou uma fumaça de cor laranja, que assustou quem estava por perto. O incidente ocorreu em um posto de combustível na Rodovia Guilherme Mamprim. Foi necessário isolar uma faixa de 50 metros do posto, até que a carga foi transbordada.

O dono do caminhão alegou que a carga era errada e havia três meses tentava devolver para a empresa de origem. Os trabalhos de transbordo duraram cerca de quatro horas.

O produto estava armazenado em um reservatório de plástico de mil litros. No veículo haviam outros duas caixas. O vazamento foi percebido pelo frentista quando o motorista do caminhão estacionou no posto de combustíveis para abastecer.

"Devido ao transporte, talvez por balançar muito, começou a sair fumaça, mas não houve vazamento do líquido", disse o agente da Defesa Civil local, Edilson Lourenço.

O líquido é usado na limpeza de tubulações e de aço e, segundo a segundo a Cetesb, se entrar em contato com o meio ambiente pode causar danos.

Durante a inspeção do material, soldados do Corpo de Bombeiros usaram roupas especiais para evitar contaminação por inalação, já que o material é altamente corrosivo. Eles usaram roupa nível A, que é totalmente encapsulada.

"Os Bombeiros pareciam astronautas. Apesar do medo, foi muito bonito ver o trabalho deles", comentou uma testemunha. Após a inspeção, as roupas usadas foram lavadas com os bombeiros dentro de uma piscina de plástico de mil litros.

O motorista não apresentou nota fiscal e o veículo não tem as sinalizações de transporte de cargas perigosas indicadas por lei, segundo os bombeiros.

O produto foi removido por uma empresa especializada em produtos tóxicos.

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Vinícius Agostini