Publicado 11 de Novembro de 2015 - 19h32

Por Shana Pereira

Curso de capacitação foi ministrado pelo estudante de veterinária Breno Jancowski, que faz parte da equipe do museu

Dominique Torquato/ AAN

Curso de capacitação foi ministrado pelo estudante de veterinária Breno Jancowski, que faz parte da equipe do museu

O Museu de História Natural, localizado no Bosque dos Jequitibás, fez nesta quarta-feira (11) um treinamento de identificação e manejo de serpentes encontradas na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Participaram do curso cerca de 50 servidores da Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Na capacitação, foram dadas noções teóricas, e realizadas atividades práticas de prevenção de acidentes e primeiros socorros sobre as espécies peçonhentas e não-peçonhentas.

O objetivo é que os agentes tenham conhecimentos para prestar apoio à população, agindo com segurança e garantindo a integridade física das pessoas e dos animais que, quando resgatados, deverão ser encaminhados aos órgãos competentes - não cabe às instituições de segurança o abrigo desses animais.

De acordo com a bióloga do museu, Denise Polydoro, os répteis estão fugindo cada vez mais para o espaço urbano para se alimentarem devido a comportamentos humanos, como o desmatamento e o acúmulo de lixo.  

Campinas, por exemplo, possui apenas 2,5% de área verde para os animais permanecerem na natureza, sendo os distritos de Sousas e Joaquim Egídio os maiores centros verdes da cidade.

“O nosso espaço hoje é muito escasso. As pessoas têm que saber que o lugar de animal é na natureza e não em cativeiro”, disse a bióloga.

O curso de capacitação foi ministrado pelo estudante de veterinária Breno Jancowski, que faz parte da equipe do museu.

Os dois principais assuntos abordados foram as técnicas de manejo e as espécies encontradas na região.

Ele explicou que as cobras peçonhentas mais comuns são a jararaca e cascavel, e que as não-peçonhentas são as jiboias, coral falsa e caninana.

Outro objetivo da ação foi ensinar conceitos de educação ambiental, para evitar a matança indiscriminada dos animais.

Os agentes aprenderam a utilizar os equipamentos para a captura e manuseio das cobras, caso tenham que lidar com a situação.

“É importante aprender esse procedimento de maneira mais clara. Assim poderemos evitar a lesão das pessoas e do animal” comenta Samuel de Andrade, 1º Tenente do Corpo de Bombeiros.

O guarda municipal João Batista da Silva Neto trabalha há 11 anos na base rural e não presenciou nenhum tipo de acidente. “Espero no dia a dia nunca precisar passar por uma experiência assim” afirma.

Em caso de acidente, as recomendações são:

- Levar a vítima imediatamente a um hospital;

- Em caso de remoção das serpentes, ligar para o Corpo de Bombeiros ou Polícia Ambiental;

- Não amarrar braços ou pernas;

- Não cortar ou chupar o local da picada;

- Lavar bem com água corrente e sabão ;

- Manter o membro acidentado no alto;

- Beber água.

Saiba mais

O Museu de História Natural, abriga 12 espécies, entre peçonhentas e não-peçonhentas. As cobras podem sobreviver de 15 a 20 anos em cativeiro. Elas ficam dias sem comer, pois como engolem o alimento inteiro, a disgestão é lenta

SERVIÇO

O quê: vista ao Museu de História Natural

Onde: Rua Coronel Quirino, 2, Cambuí - Campinas 

Quando: de terça-feira a domingo e feriados, das 9h às 12h e das 13h às 17h30

Quanto: R$ 2,00; gratuidade de ingresso para pessoas a partir de 60 anos e crianças até 6 anos

Contato: (19) 3295-5850 ou [email protected]

 

Escrito por:

Shana Pereira