Publicado 10 de Novembro de 2015 - 21h06

Por Shana Pereira

Apresentação marcou a reabertura do museu no Parque Portugal: local já tem exposição aberta ao público

Dominique Torquato/ AAN

Apresentação marcou a reabertura do museu no Parque Portugal: local já tem exposição aberta ao público

Após dez anos de abandono, foi reaberto nesta terça-feira (11) o Museu Dinâmico de Ciências de Campinas (MDCC), no portão 7 da Lagoa do Taquaral.

O objetivo é adequar o espaço para receber eventos como oficinas, mostras e exposições científicas e tecnológicas.

A reabertura do local, fundado em 1982, ocorreu após uma parceria da Prefeitura com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No local, a população já pode visitar a exposição “Energia que Move”.

O museu está dividido em duas unidades e ocupam os prédios do Planetário de Campinas e o Espaço Ciência-Escola — locais de educação não-formal, que fazem parte das atividades desenvolvidas pelo museu.

Para atrair o público geral e grupos escolares, a ideia é que o local tenha uma atmosfera científica e seja transformado em um espaço de lazer, onde as pessoas possam simultaneamente se entreter e instruir.

O museu recebeu a recuperação do telhado, pintura, manutenção do piso, reparo dos jardins, estacionamento, instalação de rampas para cadeirantes e banheiros adaptados. A reforma de toda a estrutura custou cerca de R$ 21 mil.

De acordo com secretário de Cultura de Campinas, Ney Carrasco, o projeto de recuperação vem sendo discutido nos últimos dois anos, e foi consolidado neste mês.

“Não fizemos uma grande reforma, mas deixamos o espaço em condições para receber o público com conforto”, afirma.

O prefeito Jonas Donizette (PSB), lembrou que, antigamente, o espaço abrigava um orquidário e permaneceu abandonado na última década.

“Os prédios estavam muito deteriorados. Fizemos uma reforma para melhorar as condições acessibilidade de pessoas com deficiência”, disse.

A Prefeitura se compromete gerenciar a parte da infraestrutura do MDCC e demanda de alunos da rede municipal. Já a Unicamp vai administrar as questões de conteúdo e mediações pedagógicas, realizando atividades para utilizar o espaço.

“A localização do museu é privilegiada por ser dentro da Lagoa, onde recebe um grande número de visitantes aos finais de semana. O bom é que não será restrito somente para o uso escolar”, ressalta Ernesto Kemp, professor e diretor do Museu Exploratório da Unicamp.

Placas indicativas serão colocadas para facilitar o acesso ao museu e informar a respeito das exposições e atividades no local.

Exposição

A exposição “Energia que Move”, que marcou a reabertura do museu, apresenta a compreensão dos processos básicos de transformação da energia, desde os seus primórdios até as diversas formas de utilização pelo homem contemporâneo.

O destaque, em especial, é da importância do Sol como nosso grande gerador de energia. Energia que, ao chegar à Terra sob forma de luz e calor, dá origem a quase todas as outras formas que utilizamos e, sobretudo, que mantêm a vida em nosso planeta.

É por meio da energia dessa estrela, por exemplo, que os vegetais realizam a fotossíntese, transformando-se em alimento para outros seres vivos.

SAIBA MAIS

Grupos escolares que quiserem visitar o Museu podem agendar horários de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, pelo telefone (19) 3252-2598. O público em geral pode visitar aos sábados, das 13h às 17h, e domingos, das 10h às 17h.

O endereço é Avenida Heitor Penteado s/nº, Lagoa do Taquaral, portão 7.

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Shana Pereira