Publicado 10 de Novembro de 2015 - 13h44

Por Da Agência Anhanguera

Jussara Junqueira, presidente da faculdade, e Elvira Abreu, presidente da fundação, assinam a parceria: qualidade

Janaína Ribeiro

Jussara Junqueira, presidente da faculdade, e Elvira Abreu, presidente da fundação, assinam a parceria: qualidade

Estudantes de medicina, pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a área de pesquisa em várias frentes do conhecimento médico serão beneficiados a partir de hoje por um convênio institucional firmado entre a Faculdade São Leopoldo Mandic e a Fundação Dr. João Penido Burnier. Braço do Instituto Penido Burnier voltado à pesquisa e formação de profissionais, com atendimento oftalmológico a 2 mil pacientes da rede pública por mês, agora, a fundação passará a administrar o hospital do Penido Burnier como hospital-escola na área de oftalmologia da São Leopoldo Mandic, instituição de ensino atualmente conveniada a 11 hospitais na região que, juntos, oferecem 1.650 leitos à população.

Dos 480 matriculados em medicina na faculdade, 120 poderão atuar no hospital assim que o sinal verde for dado pela Comissão de Residência (Coreme). O investimento nas adequações necessárias para operacionalizar o convênio ainda não foi calculado. Além de fortalecer o número de residentes no hospital, a iniciativa também irá gerar grande impacto no volume e na qualidade das pesquisas médicas. Os documentos foram assinados ontem nas dependências da instituição de ensino por Elvira Barbosa Abreu, presidente da fundação, e Jussara Moreira Passos Cintra Junqueira, presidente da faculdade.

A união das instituições é um passo importante para o compartilhamento de conhecimento e desenvolvimento de pesquisa, aponta o oftalmologista Leôncio de Souza Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier. A fundação mantém convênio, ainda, com a canadense McGill University, segunda mais antiga e conceituada universidade do continente, e que agora passará a desenvolver estudos com a São Leopoldo. Responsável pela Fundação, Elvira, titular e coordenadora da especialidade no curso, acredita que a parceria é incentivadora e vários alunos terão a oportunidade de aprofundar o conhecimento na oftalmologia, especialidade que vem despertando interesse entre os graduandos. Queiroz Neto complementa que o olho é o “ambiente” biológico ideal e que exige técnicas avançadas para tratamentos não invasivos, desafio que impulsionou grandes descobertas para a medicina. “O laser em cirurgias começou na oftalmologia, assim como a laparoscopia e ideias para o uso da robótica na medicina”, lista.

O Penido Burnier também é referência em otorrinolaringologia, outra área com projeto de convênio em andamento entre a faculdade e a Fundação Afonso Ferreira. A influência dos dentes na sinusite está entre as cinco pesquisas da São Leopoldo realizadas este ano. Junqueira defende a integração entre as especialidades e a medicina como o futuro dos tratamentos.

Segundo o diretor-geral da São Leopoldo Mandic, José Luiz Cintra Junqueira, a iniciativa atende às filosofias das duas instituições, sobretudo quanto à qualidade de atendimento aos pacientes do SUS e conteúdo para os cursos de graduação e pós-graduação dentro das especialidades. “Já estamos preparados para atender às novas regulamentações exigidas pelo Ministério da Educação. Hoje, o ensino médico na graduação e pós é voltado ao SUS”, reforça Junqueira.

Os médicos residentes do Penido Burnier já atuam conforme as normas do ministério. Desde sua criação, há 50 anos, a fundação, que tem curso de especialização em oftalmologia credenciado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, formou mais de 200 profissionais.

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