Publicado 09 de Novembro de 2015 - 11h41

Por Vinícius Agostini

Com as tarifas em alta, os usuários têm alternativas para escapar do aumento no preço da passagem

Divulgação

Com as tarifas em alta, os usuários têm alternativas para escapar do aumento no preço da passagem

 

 

 

 

 

 

A greve de motoristas e cobradores da Auto Viação Ouro Verde que atende a população de Sumaré, Americana e Nova Odessa terminou no começo da tarde desta segunda-feira (9). A paralisação deixou cerca de 20 mil passageiros sem transporte nas linhas municipais e intermunicipais. Os funcionários alegam falta de pagamento dos direitos trabalhistas como vale-refeição e férias. O ato teve início por volta das 4h e os ônibus começaram a sair das garagens às 11h45. 

De acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), a paralisação afetou 66 linhas metropolitanas durante toda a manhã. São 28 linhas que atendem Americana e 38 linhas em Sumaré. 

Os funcionários se concentraram na porta da viação em Sumaré. Os trabalhadores chegaram a resistir à proposta da empresa, dizendo que só retornariam ao trabalho após receber os benefícios. Mas a categoria cedeu e voltou trabalho depois de a empresa prometer depositar o valor das férias até as 18h desta segunda-feira (9) e o vale-refeição até a meia-noite.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Americana e Região, Carlos Pereira Gomes, disse que a paralisação pode ocorrer novamente na manhã desta terça-feira (10) caso a empresa não cumpra o acordo. "A empresa se comprometeu em fazer os pagamentos. Já estamos conversando também sobre o 13º salário, para não chegar nessa situação no final do mês", afirma. 

 

Os funcionários cobram mais atenção da empresa em relação os pagamentos. Segundo um motorista, P., que não quiz se identificar, essa sitação já vem se arrastando desde fevereiro. "Mudaram as datas de pagamento, mas não adiantou nada. Tem atraso todo mês" , afirma. De acordo com a cobradora A., um funcionário só recebeu as férias no 29º dia do período de descanso. "Como é que um trabalhador recebe somente quando está voltando de férias? Todos nós temos compromissos. Já demos vários votos de confiança para a empresa" , reclamou.

A EMTU informou que em Sumaré cerca de 5 mil passageiros deixaram de ser atendidos pelas linhas municipais e metropolitanos. J?em Americana o número de usuários afetados foi de 5,5 mil. Por causa do protesto, em Campinas os passageiros que precisavam ir nas duas cidades enfrentaram filas no Terminal Metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira e não conseguiram utilizar o transporte no período da manh?

Os pontos de ônibus de Sumaré ficaram lotados de usuários devido ao protesto. Muitas pessoas perderam o dia de trabalho e compromissos nas cidades vizinhas. A operadora de caixa, Débora Eliane da Silva, ficou uma hora e meia esperando o ônibus para ir até Paulínia. "Não acho errado eles quererem o direito deles. Mas, causa muitos transtornos para a população. Olha quanta gente perdeu seus compromissos" , comenta.

A dona de casa Lucimar Miranda Silva, conseguiu uma carona para ir até o hospital para levar a filha no começo da manhã. Mas, no retorno não teve o mesmo privilégio. "Estou aqui há mais de uma hora. E já passou outro coletivo e disse que não tem previsão de passar os ônibus da Ouro Verde" .

A empresa Viação Ouro Verde foi procurada pela reportagem e até o fechamento desta edição não obteve resposta.

 

 

 

cidades de Americana, Sumaré e Nova Odessa enfrentam a paralisação de parte do transporte público, da viação Ouro Verde, nesta segunda-feira (9). O protesto abrange linhas municipais e intermunicipais e foi decidido por causa da falta de pagamento de direitos trabalhistas, como férias e vale alimentação. 

Segundo a assessoria da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), 66 linhas metropolitanas foram afetadas.

Em longa negociação na manhã desta segunda, a empresa prometeu depositar as férias até às 18h e o vale alimentação até à meia-noite desta segunda.

A categoria em Americana aceitou o "voto de confiança" da empresa e os ônibus das linhas metropolitanas voltaram a circular. Mais tarde, os grevistas em Sumaré acabaram aceitando a proposta. No total, 25 mil usuários que utilizam o transporte público foram afetados.

Escrito por:

Vinícius Agostini