Publicado 12 de Novembro de 2015 - 15h53

Hoje o mundo do futebol poderá saborear um de seus maiores clássicos. Argentina e Brasil se enfrentam no Monumental de Nuñez em uma partida das Eliminatórias da Copa do Mundo. Para apimentar a “guerra” — como definiu Dunga —, as duas seleções precisam da vitória. Como perdeu para o Chile e cumpriu a obrigação de vencer a frágil Venezuela em casa, o Brasil precisa pelo menos de um ponto em Buenos Aires para não ficar em uma situação delicada.

A pressão sobre a Argentina é ainda maior. Depois de perder em Buenos Aires para o Equador, só empatou com o Paraguai no Defensores del Chaco e por isso está na 7ª colocação, com um ponto.

Além disso, não terá Lionel Messi, contundido, e vários outros jogadores importantes, também machucados. É claro que mesmo se for derrotada pelo rival hoje, a vice-campeã mundial não terá motivos para se preocupar com a classificação para a Copa do Mundo da Rússia. Ainda haverá muito tempo para uma recuperação e a Argentina tem qualidade de sobra para isso.

Ainda assim, uma derrota pode provocar um enorme desconforto. O técnico Tata Martino já vem sendo pressionado pela torcida e pela imprensa. Após a estreia com derrota em casa, o jornal Olé bateu forte ao analisar a atuação dos jogadores de Martino: “Perdidos, desorientados e sem padrão de jogo”. Imaginem o que não vão escrever em caso de novo fracasso, ainda mais diante do Brasil.

A situação de Dunga não é tão complicada, mas cada ponto perdido pela Seleção Brasileira aumenta o clamor por mudanças na comissão técnica. Com Tite em alta no Corinthians, o alarido fica ainda maior.

A pressão sobre as duas seleções deixa o jogo mais atraente. Para o espetáculo, a ausência de Messi é muito ruim. Para o Brasil, é ótima, principalmente porque Neymar está de volta. Em ótima fase no Barcelona, ele pode, mais uma vez, fazer a diferença. O Brasil é um com seu capitão em campo e outro sem ele.

No dia que Dunga conseguir montar uma equipe capaz de tirar proveito de tudo o que Neymar pode fazer, ninguém mais vai falar em troca de técnico.

Todo esse clima faz com que o clássico de hoje seja um Argentina x Brasil de verdade. Um clássico de verdade. Uma pena que a CBF e AFA, sabe-se lá com que interesses, tenham criado o tal de “Superclássico das Américas”. Fazer com que rivais desse porte se enfrentem duas vezes por ano com reservas dos reservas, em jogos que não valem nada, é um desrespeito à história de um jogo tão especial. Hoje vai ser pra valer. Hoje vai ser guerra.