Publicado 15 de Outubro de 2015 - 16h51

Por Maria Teresa Costa

Foto - enviei para o digital uma imagem do antes e depois da reformulação do Terminal Campo Grande

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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A Administração admitiu ontem a possibilidade de recorrer a empréstimo bancário para garantir a totalidade dos recursos necessários à implantação dos corredores dos BRT – sistema de ônibus rápidos, batisados pelos técnicos da Prefeitura de Rapidão. Dos R$ 540 milhões que custarão os corredores Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral, R$ 340 milhões foram aprovados dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para os R$ 200 milhões que faltam houve sinal do governo federal de que o financiamento será liberado, mas isso ainda não ocorreu. A licitação do projeto executivo e de obras deve ser publicada em dez dias e a previsão é de entrega dos corredores no final de 2016.

O encarecimento do projeto ocorreu porque houve necessidade de obras de arte (pontes, viadutos) foi superior ao estimado inicialmente etambém porque a Prefeitura resolveu aplicar outra técnica de pavimento no corredor, com piso rígido de concreto em toda a extensão.

gOs corredores serão implantados mesmo se tivermos que recorrer à financiamento bancário”, disse o secretário de Administração, Silvio Bernardim, na audiência publica que apresentou o projeto dos corredores, uma exigência legal antes da publicação do edital de licitação. “A Prefeitura tem capacidade de endividamento, tem crédito e o projeto será implantado”, afirmou, citando a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB) como possíveis financiadores. O Salão Vermelho, onde ocorreu a audiência, lotou. Os maiores questionamentos ocorreram em relação à licitação – que irá ocorrer em oito lotes de obras e em Regime Diferenciado de Contratação (RDC) no sistema pregão presencial.

Bernardim disse que, se em dez dias, os R$ 200 milhões não forem aprovados, a Prefeitura fará a licitação para os corredores Campo Grande e Perimetral e deixará o corredor Ouro Verde ficará para a segunda fase, quando os recursos estiverem disponibilizados.

A Prefeitura já tem a licença ambiental prévia do empreendimento que define, entre as compensações ambientais, a necessidade de plantio de 36,3 mil mudas nativas para mitigar as extrações de nativas que serão necessárias e mais 47,6 mil mudas em compensações por intervenções em áreas de proteção permanente (APP), segundo o secretário do Verde, Rogério Menezes.

A implantação dos corredores exigirá a desapropriação de 61 mil metros quadrados (m2) sendo que, segundo a Administração, 80% são áreas desocupadas. Segundo o secretário de Transporte, Carlos José Barreiro, o BRT será um sistema troncal, ou seja, ligará duas regiões por um corredor. O atual sistema será reformulado para que funcione como linhas alimentadoras – levar passageiros dos bairros aos terminais para alimentar os BRTs. Ciclovias também estão previstas para atuarem como alimentadoras do novo sistema. A maior parte dela terá pontos de parada nos terminais de ônibus e também nos futuros terminais de transferências dos BRTs. Nesses locais serão construídos bicicletários para haver integração entre os meios de transporte e facilitar a mobilidade dos usuários.

As obras começarão pelo Campo Grande, afirmou, deveu-se a necessidade maior de dotar aquela região de um transporte público de media capacidade. São 17,9 km de extensão saindo do Centro, seguindo pelo leito desativado da ferrovia, John Boyd Dunlop e chegando ao Terminal Itajaí. Junto com ele, será construída uma perimetral com 4 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseo, seguindo pelo leito desativado do veículo leve sobre trilhos (VLT).

RETRANCA

Como não haverá dinheiro em curto prazo para os dois corredores, as mudanças farão com que os BRTs tenham uma única chegada a área central – virão pela avenida John Boyd Dunlop, pelo leito desativado do extinto VLT, passarão pelo Terminal Ramos de Azevedo e chegarão a estação de transferência na região do Mercado Municipal. Mas ao longo dos corredores, os impactos serão grandes, pelas intervenções necessárias para garantir trânsito livre aos novos ônibus.

Pontes e viadutos garantirão passagem dos ônibus por baixo de avenidas, como é o caso do cruzamento das avenidas Faria Lima e Amoreiras, que ganhará uma ponte e uma reformulação do viário daquela região. O Terminal Campo Grande será totalmente remodelado, modificando radicalmente o espaço tímido de hoje.

O secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, disse que, enquanto não sai o recurso complementar, o corredor Ouro Verde, que hoje já tem via segregada para onibus na Avenida das Amoreiras e Ruy Rodrigues, receberá para que as faixas exclusivas recebam o padrão BRT, sem que esses veículos, no entanto, circulem por ela. gAssim, a chegada ao Centro serão pelo corredor Campo Grande. Os BRTs que vem pelo Corredor Ouro Verde chegarão na estação de transferência Campos Elíseos e acessarão a via perimetral até o Corredor Campo Grande para chegar ao Centroh, disse.

ELEMENTO

Os corredores atenderão uma região de 425 mil pessoas e por eles circularão 250 mil dos 652 mil passageiros que utilizam ônibus em Campinas por dia. No total de 36,6 quilômetros de corredores haverá 29 pontos de paradas, nove estações de transferência, cinco terminais e 16 pontes e viadutos.

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Maria Teresa Costa