Publicado 14 de Outubro de 2015 - 19h10

Por Inaê Miranda

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Inaê Miranda

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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A Alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, apreendeu 3,8 mil charutos cubanos de diversas marcas nas malas de dois norte-coreanos que vinham do Panamá. De acordo com a Receita Federal, os passageiros se identificaram como diplomatas, mas o material ficou retido porque a quantidade de charutos indicava destinação comercial, incompatível com o conceito de bagagem. A retenção ocorreu no dia 27 de setembro e o caso foi encaminhado para o Ministério das Relações Exteriores para apuração pelo Itamaraty.

O inspertor-adjunto da Alfândega, André Roviralta Dias Baptista, relatou que os dois passageiros com passaporte coreano entraram na área de bens a declarar do aeroporto e se apresentaram como funcionários da embaixada da Coreia do Norte, alegando ter passagem livre para suas bagagens por se tratar de malas diplomáticas. Os fiscais de plantão solicitaram a documentação dos passageiros, que demonstraram sinais de nervosismo. O tamanho e a quantidade de malas também despertaram a atenção dos fiscais.

Segundo Baptista, tratava-se de uma carga grande e não eram malas diplomáticas. “Eram diplomatas estrangeiros tentando usar o prestígio para passar com produtos sem pagar imposto”, afirmou. Os 3,8 mil charutos cubanos de valor alto ficaram retidos e os dois norte-coreanos foram liberados. O caso entretanto foi encaminhado para o Itamaraty. Baptista ressaltou que há outros apreensões de charutos trazidos por diplomatas nos aeroportos de Guarulhos e Brasília.

No ano passado, a Polícia Federal descobriu uma ação fraudulenta para a entrada ilegal de 170 toneladas de mercadorias no Brasil, vindas de Miami, via Aeroporto de Viracopos. Os despachos eram feitos em contêineres diplomáticos, livres de fiscalização e impostos. O uso do serviço diplomático só é autorizado para envio de materiais para uso exclusivo da embaixada.

Baterias

A Alfândega de Viracopos também apreendeu 300 quilos de mercadorias não declaradas - baterias para notebooks e telas de celulares, na última sexta-feira (09). Segundo informou a assessoria de imprensa do órgão, o material estava escondido dentro de carcaças ocas de estabilizadores elétricos ("no-breaks") . A carga vinha da Hong- Kong para uma empresa de São Paulo. O valor total de revenda dessa mercadoria é estimado em cem mil reais.

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