Publicado 14 de Outubro de 2015 - 16h44

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

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O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) faz hoje audiência pública às 17h, na Câmara Municipal de Pedreira, para discutir e Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) das represas que serão construídas nos rios Camanducaia, em Aparo, e no Rio Jaguari, entre Pedreira e Campinas. A audiência é parte do processo de licenciamento ambiental. Promotores do Grupo Especial de Meio Ambiente (Gaema) chegaram a pedir o adiamento da análise por considerarem que as informações no processo precisam ser atualizadas. Mas até o final da tarde de ontem, a audiência estava mantida.

As represas, segundo o projeto do governo do Estado, ampliarão em 7 metros cúbicos por segundo (m3/s) a oferta de água na região de Campinas. As obras, de acordo com cronograma do Departamento de Água e Energia do Estado (Daee), deveriam ter começado em agosto, mas o edital ainda não foi publicado.

O reservatório de Pedreira ocupará uma área de 2,1 quilômetros quadrados no Rio Jaguari e vai permitir uma vazão regularizada de 9,6 metros cúbicos por segundo (m3/s). O reservatório Duas Pontes, no Rio Camanducaia, deverá ocupar uma área de 4,6 quilômetros quadrados e vai permitir uma vazão regularizada de 9,8 m3/s, segundo o Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee).

Além dos reservatórios, será preciso construir o sistema adutor para distribuir a água armazenada. Em abril, o governo do Estado escolheu a Companhia Brasileiraa de Projetos e Empreendimentos (Cobrape) para fazer os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental do Sistema Adutor Regional PCJ, conjunto de adutoras que irá distribuir entre osmunicípioss a água que ficará armazenada nos futuros reservatórios de Pedreira e Amparo. Os estudos, que serão concluídos em oito meses, custarão cerca de R$ 3 milhões e a obra tem preço estimado em R$ 346 milhões.

Por enquanto, o governo do Estado garantiu, em orçamento, R$ 18,4 milhões para a contratação do projeto executivo e licenciamento ambiental e mais R$ 53 milhões para as desapropriações.

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