Publicado 11 de Outubro de 2015 - 14h59

FOTOS DE JANAÍNA

Cecília Polycarpo

DA AGÊNCIA ANHANGUERA

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Foi com muita festa e música que a delegação de Ribeirão Preto entrou na Escola Municipal Geny Rodrigues, em Campinas, ontem, no último dia dos Jogos Abertos dos Idosos (JAI). A equipe feminina de vôlei adaptado havia sido medalha de ouro e as “meninas” não se cabiam de tanta alegria – a equipe, nunca ficou em primeiro lugar na competição e foi considerada a zebra do campeonato. O espírito alegre dos atletas de Ribeirão resume os quatro dias dos jogos no município, que teve 3,5 mil competidores de 214 cidades: no JAI, ganhar é apenas a “cereja de bolo” em um evento em que conta mais a confraternização e a alegria de se manter ativo na melhor idade. A campeã no quadro geral dos jogos foi a anfitriã, Campinas, que conseguiu ouro na natação feminina, masculina e na bocha. Piracicaba ficou em segundo lugar.

O secretário de Esportes e Lazer, Dário Saadi, explicou que a Prefeitura montou uma força-tarefa para abrigar as delegações. A escolha da cidade-sede dos jogos saiu em setembro e a organização do evento foi em tempo recorde. “A preparação não foi apenas para receber os atletas, mas preparamos bem a equipe da cidade. Tanto que, em 19 anos, é a primeira vez que Campinas é campeã dos jogos”, disse Saadi.

Os competidores dessa edição passaram por seletivas para participar dos Jogos Regionais- nas edições anteriores, não havia uma pré-seleção. A Prefeitura ficou responsável por fornecer o alojamento de 3.150 idosos, além dos locais do jogos. Já o Estado bancou a arbitragem e a alimentação dos competidores. O secretário disse que apesar da “correria” o resultado do evento foi positivo e as cidades aprovaram a acolhida de Campinas. “Correu tudo muito bem”.

Alojamento

O Correio esteve em um dos alojamentos, o da Escola Geny Rodrigues, para ver como é a rotina dos atletas da melhor idade. O local tem quadras e áreas ao ar livre onde os atletas podem treinar um pouco antes das competições. Camas e colchões foram improvisados nas salas de aula, mas ninguém ligou para a falta de privacidade. O clima é de alegria de descontração e o ambiente festivo lembra o de alojamentos de jogos universitários.

As atletas equipe campeã feminina de vôlei treinam juntas há cinco anos. O que era uma brincadeira e uma forma de exercitar foi se tornando coisa séria ao longos dos anos e o time foi tomando corpo. Neste ano, foram as vice-campeãs dos jogos regionais de Ribeirão Preto, perdendo para Franca. “Somos a zebra porque não havíamos nem participado dos jogos estaduais ainda. Mas ganhamos os seis jogos que participamos em Campinas”, contou Dirceia Ferreira, de 64 anos. Diferentemente do vôlei tradicional, no voleibol adaptado as atletas não pulam e podem passar e segurar a bola com as duas mãos.

Mesmo sem ganhar, outros atletas de Ribeirão afirmaram que os jogos são para eles uma forma de divertimento e de conhecer novas pessoas. “A gente adora isto aqui. Nos sentimos adolescentes”, declarou Zoraide Ramos, de 72 anos, integrante da equipe de dança de Ribeirão. Ela contou animada que a coreografia deste ano se chamou “Serpentes Encantadas” e era “diferente de tudo que havia sido apresentado”. O figurino tinha roupa e maquiagem de cobra, além de passos de dança elaborados. “Infelizmente, ficamos em 15º lugar. Sabíamos que nossa coregrafia neste ano era bem diferente, não sei se os jurados pegaram o espírito”, disse.