Publicado 11 de Outubro de 2015 - 10h40

Por Maria Teresa Costa

Maria Teresa Costa

Da Agência Anhanguera

[email protected]

Com a estiagem prolongada que se instalou sobre o Sistema Cantareira, a retirada de água dos reservatórios para abastecer as regiões de Campinas e de São Paulo tem novas regras a partir de novembro – a Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) terá que reduzir a captação nos reservatórios dos atuais 13,5 metros cúbicos por segundo (m3/s) para 10 m3/s enquanto as Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiai (PCJ) terão que manter os 3,5m3/s, apesar de já ter entrado em estado de restrição por causa da baixa vazão dos rios. A Sabesp, no entanto, tenta manter os 13,5 m3/s atuais e pediu à Agência Nacional de Águas (ANA) para preserva a cota de outubro, para “evitar inevitáveis e grandes transtornos à população”.

A decisão dos gestores do sistema, divulgada em julho, quando estabeleceram as vazões até o final de novembro, visa a administração da pouca água nos reservatórios, e aumentar o nível de armazenamento. O sistema operou ontem pelo terceiro dia consecutivo com 16,5% da capacidade, ainda bombeando a água abaixo das comportas, o chamado volume morto.

Outubro continua sendo um mês crítico para o sistema. Segundo a ANA, até o último dia 9, a vazão afluente aos reservatórios de Jaguari-Jacareí, Cachoeira e Atibainha, que formam o chamado Sistema Equivalente, corresponde a 6,86 m3/s, o que equivale a 25,6% da média histórica do mês e a 173,2% da mínima histórica do mês. A vazão média dos últimos 15 dias é igual a 15,7 m3/s, que corresponde a 396,4% da vazão mínima do mês de outubro (3,96 m3/s) do volume descarregados para a Grande São Paulo e região de Campinas.

O sistema acumula 41,7 milímetros (mm) de chuva no mês, que corresponde a 32,4% dos 128,5 mm esperado para o mês.

Escrito por:

Maria Teresa Costa