Publicado 11 de Outubro de 2015 - 13h42

ÍíA proprietária de uma loja de jogos eletrônicos no Parque D. Pedro Shopping foi presa em flagrante na tarde de ontem pela Polícia Federal (PF) por vender ilegalmente videogames roubados e que ainda não foram lançados no Brasil. Aline Marielle da Silva Menegaldo tinha na Globo Games sete modelos do X-Box One Halo 5, da Microsoft, e foi autuada por receptação. A comerciante alegou que não sabia que o aparelho ainda não havia sido lançado no País. Os videogames haviam sido roubados no dia 30 de setembro, de um contêiner do Porto de Santos e foram revendidos em lojas clandestinas de São Paulo. O caso foi registrado no 4 DP e Aline foi conduzida à cadeia feminina de Paulínia.

A operação da Polícia Federal foi montada depois que o advogado da Microsoft viu os aparelhos para vender por R$ 2.549,00. O advogado Leonardo Andrade e Silvam, que acompanha o caso do roubo dos 108 equipamentos do contêiner, afirmou que viu os videogames para vender no Mercado Livre e acionou a PF. O policial fez a prisão se disfarçou de comprador. No boletim de ocorrência, a mulher contou que comprou os aparelhos há 15 dias no Shopping Mundo Oriental, no Centro de São Paulo. Ela informou que chegou a consultor um dos seus vendedores se o aparelho já tinha sido lançado no Brasil e, segundo ela, ele respondeu que sim. Alice adquiriu um modelo para modelo por R$ 1,8 mil.

A comerciante, porém, revendeu o videogame por R $ 2,5 mil ao policial, que encomendou mais dez aparelhos. Aline voltou a São Paulo para comprar os equipamentos, mas o shopping apenas tinha mais sete. O policial viu pelo número de série que se tratava dos mesmos equipamentos roubados em Santos e efetuou o flagrante. No momento da prisão, a mulher não tinha a nota fiscal dos aparelhos, mas informou no registro de ocorrência não imaginar que os equipamentos haviam sido roubado. Os videogames, que devem entrar no mercado brasileiro no próximo mês, custam R$ 3,5 mil cada. As informações obtidas em Campinas devem ajudar a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos, que investiga o roubo, a rastrear quais vendedores de São Paulo estão com a carga. Os equipamentos apreendidos ontem foram devolvidos à Microsoft.

O Correio entrou em contanto com a Globo Games, que continua funcionando, para se posicionar sobre o assunto. O funcionário, porém, disse que desconhecia a informação da prisão e disse que pediria para alguém da gerência entrar em contato. Até o fechamento da matéria, às 14h40 de ontem, ninguém da loja havia retornado para se posicionar sobre o assunto.