Publicado 14 de Outubro de 2015 - 20h44

Por Paulo Santana

Torcida empurra a Macaca no Majestoso

Cedoc/RAC

Torcida empurra a Macaca no Majestoso

O cumprimento efusivo dos jogadores da Ponte Preta no meio do campo depois do apito final, na noite desta quarta-feira, no Allianz Parque, sinalizou mais do que a vitória diante de outro gigante do Campeonato Brasileiro.

O placar de 1 a 0 sobre o Palmeiras serviu para colocar a Macaca na 9ª posição (44 pontos), bem próxima do "número mágico" que representará sua permanência na elite do futebol nacional em 2016.

Agora, de acordo com projeções matemáticas, o time campineiro precisa de apenas dois pontos em oito rodadas para se garantir. E essa meta já pode ser confirmada domingo (18), no confronto com o Coritiba, às 11h, no Estádio Moisés Lucarelli. Fernando Bob, em cobrança de pênalti, garantiu a 5ª vitória alvinegra nas últimas seis rodadas.

O jogo, que marcou a estreia de Felipe Moreira como técnico interino, começou bom para a Ponte que pressionou desde o início. E, em sua primeira chance real, foi logo marcando.

Felipe Azevedo dividiu com os zagueiros e levou a melhor diante de Lucas. Na tentativa do cruzamento, a bola acertou a mão direita de Victor Ramos e o juiz anotou pênalti.

Fernando Bob bateu com categoria, no canto, e fez 1 a 0, aos 27'. Em desvantagem, o técnico Marcelo Oliveira mexeu no time tirando um jogador de meio para a entrada de mais um atacante. Aí, o Verdão teve a chance do empate, aos 37', na bola que veio pelo alto e Marcelo Lomba desviou parcialmente.

Na sequência, o goleiro da Ponte fez uma defesa arrojada por baixo na dividida com Rafael Marques. O Palmeiras melhorou, mas a Ponte continuou se segurando bem para encerrar o primeiro tempo em vantagem.

No segundo, o time da casa se lançou todo ao ataque, a Macaca recuou. Mesmo assim, o equilíbrio não se alterou. Aos 20', Allione começou lance pela direita e a bola chegou até Gabriel Jesus, que tentou acertar o canto. Lomba se esticou e jogou para escanteio.

A Ponte, que passou a jogar nos contragolpes, tinha Cristian como principal válvula de escape da defesa para o ataque. O único que destoou foi o experiente Borges, que não conseguia encontrar espaço no ataque. Com um posicionamento confuso, não aparecia bem para receber a bola e tentar alguma finalização.

Toda recuada, a Ponte encontrou uma jogada de perigo aos 38' na bola roubada de Diego Oliveira. Ele tomou de João Paulo, arrancou em velocidade e finalizou da entrada da área. Fernando Prass não fez a defesa, mas a bola foi para fora raspando a trave. Aos 39', Cristaldo recebeu na entrada da área a bateu à meia altura. Lomba segurou firme no meio do gol.

O Palmeiras teve outra grande chance, aos 45'. Rafael Marques, de bicicleta na área, levou a melhor diante da zaga e viu a bola passar raspando a trave. Na sequência, a Ponte chegou ao ataque e Diego Oliveira perdeu a oportunidade de chutar. Optou por tentar um pênalti que não existiu e nem foi marcado, aos 46'.

Só festa

A Ponte Preta comemorou nesta quarta (14) a segunda vitória do ano sobre o Palmeiras em sua nova casa. Se a primeira, valendo pelo Paulistão pelo mesmo placar de 1 a 0, já foi muito comemorada, a de ontem mereceu uma festa ainda maior. Além de mostrar que não sentiu a saída do treinador Doriva, praticamente tirou qualquer risco de rebaixamento do time campineiro.

"Suportamos a pressão inicial, que sabíamos que seria intensa. Fizemos uma partida perfeita e saímos com um excelente resultado positivo", comentou o lateral-esquerdo Gilson. "Nosso time mostrou que tem propriedade. Foi ousado e provou porque é forte quando joga em casa e porque vai para cima dos adversários quando está fora", completou o goleiro Marcelo Lomba.

O zagueiro Renato Chaves destacou a obediência tática da equipe. "A gente sabe como deve jogar quando está fora de casa. Fizemos o gol em uma das poucas oportunidades que tivemos e, depois conseguimos defender bem e segurar quando era preciso", disse.

Para o atacante Borges, a Macaca atravessa um período mágico. "O resultado comprova o momento que vivemos. Esta é uma equipe que não tem vaidade. Todos estão de parabéns pela superação e pelo comprometimento. Se continuar assim, poderemos chegar mais longe do que muita gente pensa", cogita.

O jovem Felipe Moreira, que fez sua primeira partida como técnico de uma equipe profissional de futebol, dividiu os louros do resultado positivo. "A vitória não é minha. É da Ponte Preta, dos jogadores, de toda comissão técnica e da diretoria. Não teve nenhum destaque especial, até porque todos se empenharam e se dedicaram por completo", disse.

Questionado se pretende ser efetivado no cargo, Felipe foi taxativo: "O que a diretoria decidir, eu vou fazer porque estou aqui para servir à Ponte Preta".

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Paulo Santana