Publicado 14 de Outubro de 2015 - 17h56

Juan Carlos Osorio, quando ainda estava à frente do São Paulo Futebol Clube

Rubens Chiri/saopaulofc.net

Juan Carlos Osorio, quando ainda estava à frente do São Paulo Futebol Clube

Um dia depois de acompanhar in loco a vitória por 1 a 0 no amistoso diante do Panamá, o técnico Juan Carlos Osorio foi oficialmente apresentado como novo comandante da seleção mexicana nesta quarta-feira (14). Sob muita expectativa, o ex-treinador do São Paulo já traçou seu primeiro objetivo grande com o país: classificá-lo para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018.

"Esperamos chegar ao Mundial, este é o próximo sonho. As Eliminatórias serão uma experiência que vai nos enriquecer, porque ir jogar contra estes países como visitantes dará uma dimensão especial. Sei que na América Central veem o México como o melhor e isso gera uma competição especial", declarou o colombiano na primeira entrevista coletiva no novo posto.

Em sua segunda experiência no futebol mexicano, Osorio já conheceu a paixão do país pelo futebol e sabe da responsabilidade que tem diante de si. "Da nossa parte, entendemos a grande responsabilidade que temos com o povo mexicano, que é uma nação de futebol por excelência e que através de sua historia gerou grandes nomes no futebol", comentou.

Osorio viveu uma saída conturbada do São Paulo, que vinha se arrastando pelas últimas semanas até ser confirmada na quarta-feira da semana passada. O time brasileiro foi o sétimo da carreira do treinador, que nunca treinou uma seleção. Mas nem por isso ele se vê menos preparado para o desafio.

"Indiscutivelmente, não tenho experiência no nível de seleções, mas me apego a exemplos claro e concretos, como o Chile, que tomou a mesma decisão, deu a oportunidade a (Jorge) Sampaoli e saiu vitorioso", disse, lembrando que o colega argentino também jamais havia dirigido uma seleção até assumir o Chile.

Para aumentar a desconfiança sobre Osorio, sua única experiência no México foi bastante ruim. Em 2012, ele comandou o Puebla por 11 partidas, tendo perdido sete delas.

"O futebol é uma democracia e todos têm direito a dar uma opinião. Creio que a passagem pelo Puebla foi produtiva, aprendemos sobre o futebol mexicano e nos aproximamos para hoje tomarmos esta decisão e estarmos identificados plenamente com o futebol mexicano", argumentou o colombiano.