Publicado 13 de Outubro de 2015 - 22h18

Por Paulo Santana

O presidente Horley Senna foi absolvido das acusações que poderiam gerar multa e suspensão ao dirigente

Divulgação/CBF

O presidente Horley Senna foi absolvido das acusações que poderiam gerar multa e suspensão ao dirigente

Em julgamento da 2º Comissão Disciplinar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), na noite de terça-feira (13), no Rio de Janeiro, o Guarani foi punido com a perda de dois mandos de campo e levou multa de R$ 16 mil pelos acontecimentos da partida diante da Portuguesa, no dia 14 de setembro, válida pela 16º rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. O presidente do Guarani, Horley Senna, também foi julgado e acabou absolvido das acusações que poderiam gerar multa de R$ 300 mil e suspensão de até 480 dias.

A procuradoria informou que vai recorrer da sentença. Já o advogado de defesa do Bugre, Osvaldo Sestario, considerou "satisfatório" o resultado. "A gente sempre quer mais, mas dentro da gravidade das acusações, acho que ficou adequado. Mesmo assim, vamos avaliar a possibilidade de recorrer", informou o advogado, por telefone.

O árbitro da partida relatou na súmula que houve falta de energia no vestiário da Portuguesa e também que a torcida do Guarani teria agredido dirigentes do clube adversário. Por conta das acusações, o Bugre foi denunciado em quatro artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): atraso, desordem, não manutenção do local da partida com infraestrutura e descumprimento do regulamento da competição.

Na defesa, o Guarani não negou os atos praticados pela sua torcida, mas se defendeu argumentando que os dirigentes do clube adversário teriam começado o atrito ao atirarem copos de água em direção à arquibancada. O clube poderia ser punido com 10 mandos e levar multa de até R$ 200 mil.

Interdição

A punição terá de ser cumprida nos jogos da Série C do ano que vem. "Conseguimos reunir provas contundentes e que foram bem recebidas pelo tribunal. Além disso, houve contradições nas acusações", relatou o advogado bugrino, depois da audiência que contou com a presença do presidente Horley Senna. O STJD manteve a interdição do estádio até a realização de uma vistoria pela CBF.

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Paulo Santana