Publicado 13 de Outubro de 2015 - 12h12

Por Luís César de Souza Pinto/Especial para a AAN

Vela é um dos itens a serem verificados na manutenção

Divulgação

Vela é um dos itens a serem verificados na manutenção

As férias escolares estão no fim, mas viajar com a família é atualmente um hábito que não depende mais do calendário. Todos os finais de semana, milhares de pessoas caem na estrada para dar uma fugidinha da correria das grandes cidades. E para que o passeio não se transforme numa dor de cabeça, é fundamental realizar regularmente inspeção de diversos itens do veículo. Daniel Angelo, gerente de conceito de oficina da Bosch, explica que para que esse check-up seja assertivo, é necessário escolher uma oficina mecânica especializada, com experiência e profissionais tecnicamente qualificados para realizar a manutenção de maneira adequada.

De acordo com o especialista, também é importante observar a estrutura do local, o que inclui tecnologias para a realização do serviço, como equipamentos de análise e diagnóstico, além da limpeza, organização e atendimento, pois são aspectos que interferem na confiabilidade, agilidade e desempenho do trabalho.

"É aconselhável que o alinhamento e o balanceamento das rodas, suspensão, freios, faróis, sistema de injeção e ignição e a bateria sejam revisados em oficinas que possuam equipamentos específicos para uma análise precisa e completa", recomenda Daniel Angelo.

Para garantir a segurança veicular, é necessário realizar a manutenção preventiva frequentemente. "Os cuidados com a revisão do veículo, podem fazer toda diferença no seu pleno funcionamento e, especialmente, na preservação de vidas e ainda do meio ambiente", conclui Angelo. Confira nesta página alguns itens que devem ser revisados antes de viajar.

O que verificar 

=Manutenção é mais embaixo

A manutenção voltada para a parte inferior do veículo, precisa de equipamentos que garantam o perfeito alinhamento, balanceamento e montagem das rodas para não resultar no desgaste prematuro dos pneus e dos componentes da suspensão, gerando assim mais segurança no rodar. Pneus desalinhados e gastos aumentam o consumo de combustível.

=Dê uma força para a bateria 

Responsável por armazenar energia para atender às necessidades do veículo, principalmente nos dias frios nos quais a bateria é ainda mais demandada. Por meio de um testador específico, a oficina consegue gerar um relatório e orientar se está na hora ou não de efetuar a troca da bateria.

=Palheta detonada só atrapalha

Daniel Angelo, gerente de conceito de oficina da Bosch recomenda que a substituição das palhetas seja realizada pelo menos uma vez por ano ou ao serem observadas formação de faixas e riscos, ruído ou trepidação, formação de névoa e falhas na limpeza no para-brisa, ou se as palhetas estiverem com a lâmina quebradiça, torta ou rasgada.

Ao substituir as palhetas é importante verificar a condição do motor e braço do limpador e se o esguichador está desobstruído e corretamente posicionado. Para manter as palhetas em boas condições de uso, é a aconselhável que no momento da lavagem do carro a limpeza das lâminas de borracha seja realizada somente com um pano umedecido em água, nunca com querosene ou outros produtos químicos.

=Filtro ajuda ambiente e o bolso

Quando em bom estado de conservação, os filtros de óleo, ar e combustível auxiliam na redução do consumo de combustível e no nível de emissão de poluentes. Já os filtros de cabine purificam o ar que circula internamente no veículo, reduzindo a atração de partículas de pó e contaminantes do ar aspirado da atmosfera. Somente profissionais qualificados conseguem avaliar se a performance desses itens está afetando a eficiência e o funcionamento do veículo. 

=Vela vencida superaquece motor

Escolha postos de combustível de confiança para abastecer. Combustíveis adulterados ou de procedência duvidosa encurtam a vida útil destes componentes e podem provocar, entre outros problemas, superaquecimento das peças e carbonização dos eletrodos. 

De acordo com Daniel Angelo, da Bosch, é recomendável que a troca das velas de ignição ocorra periodicamente, conforme a recomendação do fabricante. Velas gastas ou danificadas podem prejudicar o desempenho do carro. Na troca das velas, o mecânico deve consultar o manual do veículo ou a tabela de aplicação disponível nas oficinas mecânicas e em lojas de autopeças para verificar qual é o modelo correto para o motor do veículo.

=Cabo danificado dá prejuízo

Ao levar o carro no mecânico para a verificação do estado das velas, se recomenda que sejam observadas também as condições dos cabos de ignição, que são os responsáveis por conduzir a corrente elétrica de alta tensão produzida na bobina de ignição às velas do motor. Um cabo de ignição danificado pode gerar problemas de interferências eletromagnéticas e/ou fuga de corrente, causando falhas no motor, consumo excessivo de combustível e problemas no catalisador. Os cabos devem ser testados e revisados a cada 15 mil quilômetros, evitando assim problemas com o sistema de ignição.

=Sonda lambda garante injeção

Componente do sistema de injeção eletrônica, a sonda lambda tem a função de medir a quantidade de oxigênio dos gases que saem do escapamento. Em perfeitas condições, emite sinais eletrônicos para que a unidade de comando determine o volume exato de injeção de combustível, podendo gerar uma economia de até 15%, além de proporcionar mais potência ao motor; proteção ao meio ambiente e maior vida útil do catalisador.

A durabilidade deste componente é grande quando o veículo apresenta condições de manutenção favoráveis e quando é abastecido com combustível de qualidade. Mas, para garantir seu bom funcionamento, é necessária uma revisão a cada 30 mil km, com equipamentos de teste apropriados. Sonda lambda defeituosa não informa os dados corretamente e todo o sistema de injeção eletrônica perde a eficiência.

=Com os freios não se brinca

A recomendação do especialista da Bosch é verificar o sistema de freios a cada cinco mil quilômetros, quando serão inspecionados visualmente todos os componentes do sistema, com equipamentos específicos. Esta verificação indicará a necessidade de substituição dos componentes, o que garante maior segurança e um menor custo na manutenção do sistema.

Na hora de substituir o fluido de freio é importante levar em consideração a especificação correta para cada tipo de veículo. Por isso, a orientação é sempre seguir as especificações do manual do proprietário do veículo. A aplicação de um fluido não adequado pode reduzir a eficiência da frenagem ou mesmo danificar o sistema, colocando em risco a segurança.

Em caso de viagem, se recomenda que a revisão do sistema de freios seja feita com no mínimo duas semanas de antecedência, tendo em vista o período de assentamento do material de atrito e acomodação do sistema, evitando, neste período, freadas bruscas e em altas velocidades.

=Fique de olho nas correias

A principal função desta peça, também conhecida como correia dentada, é proporcionar o sincronismo de movimento entre o virabrequim e o comando de válvulas, que são os principais eixos do motor. Quando a correia quebra há interrupção neste sincronismo, o que provoca parada total do veículo, e pode gerar sérios danos ao motor. Na maioria das vezes, os custos para este reparo são superiores do que o valor de uma substituição de correia realizada preventivamente. Desta forma, a Bosch aconselha realizar uma avaliação visual a cada 10 mil quilômetros.

É recomendável realizar a troca da correia ao encontrar sinais de desgaste como trincas, ressecamento, contaminação com óleo e dentes rachados. Além disso, é importante ainda verificar o estado das polias e dos tensionadores, com objetivo de garantir a eficiência da correia e evitar o desgaste precoce da mesma.

Escrito por:

Luís César de Souza Pinto/Especial para a AAN