Publicado 13 de Outubro de 2015 - 12h14

Por Carlos Rodrigues

Giancarlo só atuou em 5 jogos, não fez gol e saiu pela porta dos fundos

Divulgação/Guarani FC

Giancarlo só atuou em 5 jogos, não fez gol e saiu pela porta dos fundos

Passada a eliminação precoce na Série C do Campeonato Brasileiro, o Guarani planeja a próxima temporada tentando não repetir os erros que, assim como em anos anteriores, foram frequentes em 2015. Ainda sem definições concretas sobre a comissão técnica e o elenco para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista, a diretoria se concentra em não errar na formulação de contratos. Os dirigentes querem usar as falhas cometidas como aprendizado antes de decidir quem fica ou quem sai.

Responsável por negociar com os jogadores, já que apenas três deles — o volante Lenon e os garotos da base Guilherme e Watson — possuem contrato em vigor para o ano que vem, o diretor de futebol Waldir Lins usa um exemplo recente para ilustrar o que será evitado. "Tínhamos algumas coisas fora do controle. Por exemplo, um jogador que atuou na Série A2 tinha uma cláusula no contrato que, se jogasse dez jogos, teria reajuste salarial na Série C. Quando começou a Série C, ele veio cobrar. Jogou dez jogos, mas subiu? Não. É algo que não pode acontecer", explica. Vale ressaltar que Lins chegou durante o Brasileiro. Antes, o cargo era ocupado por Lucas Andrino.

GIANCARLO

Para o homem-forte do futebol bugrino, no entanto, algumas escolhas, por mais que tenham se mostrado totalmente equivocadas, não foram erradas. Uma delas foi a contratação do atacante Giancarlo. O jogador, que veio como esperança de gols, atuou apenas cinco vezes, não balançou a rede nenhuma vez e deixou o clube pela porta dos fundos. Mas na concepção do dirigente, a contratação não foi um erro.

"Foi um jogador que veio dentro do teto salarial e tinha propostas de clubes da Série B, mas escolheu o Guarani pela camisa. Ele é o finalizador, o camisa 9 que todo mundo procura, tanto é que o Ceará veio e depois o Atlético-GO acabou levando", justifica. "Nós não erramos ao trazer o Giancarlo, ele é que não deu certo dentro das quatro linhas", avaliou o dirigente.

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Carlos Rodrigues