Publicado 13 de Outubro de 2015 - 17h25

Por Correio.com

Local foi interditado pela defesa civil e responsáveis pela obra devem apresentar projeto aprovado por um engenheiro e alvará

Janaína Ribeiro/ Especial AAN

Local foi interditado pela defesa civil e responsáveis pela obra devem apresentar projeto aprovado por um engenheiro e alvará

Um pedreiro e um servente de obra ficaram feridos após o desmoronamento de uma casa em reforma na avenida Anchieta, próximo à Prefeitura de Campinas. O incidente aconteceu por volta das 12h desta terça-feira e causou susto e uma série de transtornos aos pedestres e comerciantes locais.

De acordo o Corpo de Bombeiros, o pedreiro sofreu ferimentos leves e foi encaminhado ao Pronto Socorro Municipal Padre Anchieta.

Técnicos da Defesa Civil estiveram no local, analisaram a construção e a obra foi embargada. As causas do acidente ainda são desconhecidas. Os responsáveis têm o prazo de trinta dias para apresentar a documentação necessária, como o projeto assinado por um arquiteto e alvará de autorização. Haverá multa caso os proprietários desrespeitem o embargo da obra. O valor não foi revelado. 

Segundo testemunhas, o pedreiro estava subindo uma das escadas da casa quando ouviu um estalo e conseguiu sair antes que o teto desabasse completamente e se machucasse mais. Um dos seus serventes sofreu escoriações leves.

O barulho causado pelo desmoronamento foi tão alto que assustou muita gente. A vendedora de um dos comércios das imediações chegou a passar mal. Grávida, a profissional precisou ser socorrida pelas colegas de trabalho. “Foi um estrondo e a gente não sabia direito o que era. Parecia barulho de caminhão e a grávida que trabalha com a gente está sendo socorrida até agora”, disse uma das testemunhas que não quis se identificar.

O forte estrondo também assustou o comerciante José Roberto Lima, 25, que a princípio pensou que fosse um acidente envolvendo automóveis na avenida. “Foi um barulho bem forte e eu saí pra olhar pensando que fosse acidente, já que a avenida é bem movimentada”, conta. Lima também comentou que a obra começou faz pouco tempo e que a casa parecia bem antiga. “Estamos instalados aqui há três meses, mas eu já passava por aqui há muito tempo e essa casa já estava fechada com placas de vende-se. Parece bem antiga e faz mais ou menos um mês que as reformas começaram”, disse.

Trabalhando próxima à obra, a vendedora S. R diz conhecer o pedreiro e ainda não acredita no que aconteceu. “Ele é um homem bacana e bom profissional, todo mundo aqui conversa e gosta muito dele”. Sobre os transtornos, S foi direta e afirmou que o barulho tirou todos da agência do sossego. “O chão chegou a tremer, foi uma sensação horrível, um barulho muito forte. Nós não sabíamos pra onde ir e nem dava coragem de olhar pra fora”.

Com o desmoronamento, a calçada, que ficou cheia de entulhos, também chegou a ser interditada e os pedestres precisaram desviar caminho pela avenida. De acordo com a Defesa Civil o caminho de passeio seria liberado na tarde desta terça-feira.

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