Publicado 15 de Outubro de 2015 - 5h30

A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que o atual momento de dificuldade que o País atravessa é “muito doloroso para o Brasil desperdiçar”. “É hora de nos unirmos para buscar e fazer mudanças, iniciativas e obras que vão de fato construir a ponte que nos levará a um novo estágio de desenvolvimento”, disse ela durante a cerimônia de inauguração do Laboratório de Biotecnologia Agrícola do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), em Piracicaba. A presidente disse “ter certeza” que haverá uma travessia para um novo ciclo de crescimento sustentável, com estabilidade da economia e controle da inflação, além da formação de um “grande mercado interno” por meio da inclusão social.Dilma afirmou que, atualmente, o Brasil é mais robusto e resiliente que em qualquer outro momento. Ela ressaltou que é possível usar a favor do País as consequências da crise. “Se o câmbio se desvalorizou, então é hora de aproveitarmos o aumento das exportações”, exemplificou, destacando que a Balança Comercial brasileira saiu de déficit de US$ 4 bilhões para superávit de US$ 12 bilhões, valor que, ela acredita, deve crescer até o fim do ano. Outro reflexo da valorização do dólar, lembrou, é um processo de substituição das importações no País.Ressaltando a importância do desenvolvimento de pesquisas sobre etanol no CTC, Dilma disse que uma nova matriz de combustíveis é uma das bases da meta de redução de poluentes que o País assumirá internacionalmente em dezembro, em Paris, na conferência global do clima (a COP 21). Em seu discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro, a presidente anunciou o compromisso brasileiro de cortar em 43% até 2030 a emissão de gases de efeito estufa com base nas emissões de 2005. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e os ministros de Minas e Energia, Eduardo Braga, e da Agricultura, Kátia Abreu, também participaram do evento em Piracicaba. Mais cedo, a presidente participou da cerimônia de entrega de residências do programa “Minha Casa, Minha Vida” em São Carlos. De Piracicaba, Dilma seguiu para São Bernardo do Campo para partipar do I Congresso Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores. (Da Agência Estado)