Publicado 15 de Outubro de 2015 - 5h30

Depois de os Estados Unidos formarem a Parceria Transpacífico, o maior tratado de livre comércio do mundo, e de críticas de que o Brasil está isolado, o governo saiu em defesa da política comercial brasileira. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, afirmou ontem que o Brasil pode entrar “a qualquer momento” no acordo capitaneado pelos norte-americanos.

Segundo ele, o País está fazendo um “intenso programa de missões comerciais” como parte de uma estratégia de inteligência para identificar mercados prioritários e fortalecer a imagem do País no exterior. “Estamos reposicionando nossa política comercial”, afirmou. “Temos atuado para encurtar a distância dos países que formam a aliança do Pacífico na América do Sul, por isso firmamos acordos importantes com a Colômbia e Peru e tivemos com o Chile o nosso comércio desagravado”, afirmou.

O ministro insistiu que o País pode aderir a Parceria Transpacífico “a qualquer momento” e frisou que o acordo “não está fechado para o Brasil, visto que Peru e Chile, países da América do Sul, participam dele”. Apesar dessa avaliação, Monteiro afirmou que é preciso primeiro “preparar o País e harmonizar o posicionamento entre os integrantes do Mercosul, já que um acordo desse porte exigiria que todo o bloco aderisse”. (Agência Estado)