Publicado 13 de Outubro de 2015 - 5h30

Formada por terras do Sul do Maranhão, do Leste do Tocantins, do Sul do Piauí e do Oeste da Bahia, a região do Matopiba consolida-se como a mais nova fronteira agrícola do País. Próxima dos portos de Belém (PA), de São Luís (MA), de Pecém (CE) e de Suape (PE), a região caracteriza-se pelo baixo preço das terras e pela uniformidade do clima, do solo e do relevo, que facilitam a mecanização agrícola e têm atraído cada vez mais agricultores. Com 337 municípios distribuídos em 73 milhões de hectares, o Matopiba tem quase 6 milhões de brasileiros e 324 mil estabelecimentos agrícolas. A região se ressente, no entanto, da falta de uma malha rodoviária mais eficiente para o escoamento. Parte da safra do Tocantins e do Maranhão pode ser exportada pela Rodovia Belém-Brasília até o porto de Barcarena (PA) ou pela Ferrovia Norte-Sul, de Porto Franco (MA) até o porto de Itaqui, em São Luís. As demais áreas do Matopiba têm como caminho natural a BR-20, que liga Brasília a Fortaleza, que não tem asfalto num trecho de 460 quilômetros na Bahia e no Piauí. Apesar da carência de infraestrutura, que encarece os preços dos fretes, o agricultor e presidente da Associação dos Produtores da Serra do Quilombo (PI), Leivandro Fritzen, diz que investir em lavouras na região tem vantagens. Ele ressalta que as produções de soja e milho têm crescido ano a ano. Segundo o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, Celestino Zanella, Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba, lançado em maio pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, ajudará a elevar a produtividade na região. Ele, no entanto, reivindica melhorias na malha viária para escoar a safra. “Corrigida essa deficiência, a produção só tem a crescer”, diz. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Matopiba produziu 10,5, milhões de toneladas na temporada 2014/2015, equivalentes a 11% da produção nacional de soja. (Agência Brasil)