Publicado 11 de Outubro de 2015 - 5h30

A Oculus VR, fabricante de óculos de realidade virtual comprada pelo Facebook, surpreendeu o mercado de softwares com a promessa de fundar uma “era de realidade virtual” e uma aliança com a potência da televisão por streaming Netflix.

“Acreditamos que quanto mais poder as pessoas têm de compartilhar todos os tipos de diferentes coisas no mundo, melhor o mundo será”, disse o fundador e dono do Facebook Mark Zuckerberg. “Depois do vídeo, o próximo passo lógico é a realidade virtual totalmente imersiva”, concluiu. 

A rede social comprou a Oculus VR no ano passado por US$ 2 bilhões, reconhecendo a realidade virtual como a nova geração de plataformas computacionais que permitirá que as pessoas viajem para novos lugares.  “Foi como ser teletransportado para algum outro lugar só de colocar a máscara”, disse Zuckerberg ao contar como foi a primeira vez que ele testou um protótipo do dispositivo de realidade virtual Rift no escritório da Oculus. “Foi tão bom que eu não queria mesmo sair”. 

O primeiro óculos de realidade virtual Rift está em produção e deve ser lançado no primeiro semestre do ano que vem, seguido pelos controladores Oculus Touch - projetados para permitir que as pessoas interajam com os diferentes “mundos” virtuais. 

Asus, Dell e Alienware já anunciaram que vão lançar uma linha de computadores pessoais com processadores e gráficos já configurados para a realidade virtual do Rift, levando um selo de “Oculus Ready”. A Oculus ainda não informou quanto irá cobrar pelos óculos Rift, mas antecipou que os computadores Oculus Ready chegarão ao mercado com preços abaixo de US$ 1 mil. 

“Este é um momento único em que podemos criar algo que vai inspirar milhões de pessoas, algo que vai mudar suas vidas para sempre”, afirmou o CEI da Oculus, Brendan Iribe.  “É o nascimento da era da realidade virtual”. 

Em parceria com o Oculus Mobile, o dispositivo de realidade virtual Samsung Gear VR já está no mercado. Uma versão melhorada vai ser lançada nos Estados Unidos em novembro por US$ 99, segundo Peter Koo, presidente da Samsung.  “Estamos realmente falando em realidade virtual portátil”, disse o CEO Brian Iribe sobre o Gear VR. Koo explicou que o preço deve ser acessível o suficiente para tornar a realidade virtual popular.

A Oculus tomou como alvo direto os amantes de jogos, trabalhando com grandes estúdios e fabricantes de games para imergir os jogadores em mundos virtuais, como Sega e Warner Brothers.

A Oculus também anunciou uma parceria com a Netflix para transmitir vídeos em 360 graus, o que permitirá aos espectadores mudar de perspectiva como se estivessem no meio de uma ação na tela. O novo conteúdo da Netflix adaptado ainda não foi lançado, mas um aplicativo desenvolvido por ela para o Samsung Gear VR já permite aos assinantes ter uma experiência virtual. 

O aplicativo traz uma “Sala de Estar” do Netflix, onde as pessoas assistem programas criados para a visualização imersiva.  “Apesar de todo o foco nos gamers, um monte de gente quer simplesmente assistir a filmes e shows em realidade virtual”, disse o diretor de tecnologia da Oculus, John Cormack. (France Press)