Publicado 11 de Outubro de 2015 - 5h30

O mercado acionário brasileiro vai perder, nas próximas semanas, uma de suas companhias mais antigas: a Brinquedos Estrela. A empresa aguarda a conclusão de uma Oferta Pública de Aquisição de Ações para fechar seu capital. No primeiro semestre desde ano, a companhia teve prejuízo de R$ 23,8 milhões. A fabricante de brinquedos, que já foi uma das maiores do País, é a 10 empresa de capital aberto mais antiga da BM&FBovespa. Seu registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) data de 28 de junho de 1968. A empresa não quis se pronunciar sobre o assunto.Em meio à atual crise econômica no Brasil e o desempenho sofrível do Ibovespa, que acumula queda de mais de 14% em 12 meses e atingiu recentemente o menor patamar em dólares desde setembro de 2005, muitas companhias de pequeno e médio porte podem ficar tentadas a seguir o caminho da Estrela e fechar o capital, já que ser uma empresa listada tem altos custos regulatórios. Esse não é o caso, porém, da Romi - a empresa mais antiga da Bolsa - garante seu diretor financeiro e de relações com investidores, Fábio Taiar. Para ele, estar na Bovespa já faz parte da cultura da Romi e traz grandes vantagens. “Não é só a possibilidade de captar recursos, é também uma forma de perpetuar a companhia. Temos um formato de gestão que não depende da família fundadora estar na execução”, comenta. (Da Agência Estado)