Publicado 10 de Outubro de 2015 - 5h30

A greve dos bancários ganha força em Campinas e Região, com mais agências e postos fechados ontem. Mas apesar do movimento, os bancários abriram exceções para o atendimento de idosos e de reeducandos do sistema prisional durante esta semana. Ontem, mil reeducandos foram atendidos em duas agências do Banco do Brasil em Campinas por 15 funcionários para receber os recursos referentes ao trabalho que realizam por meio de programas sociais da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

Balanço do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região apontou que ontem 211 locais estavam fechados. Desse total, 112 eram na cidade de Campinas; outros 99 estavam instalados em 32 das 37 cidades da base do sindicato. Em todo o País, de acordo com dados da entidade sindical, 10.369 locais de trabalho estavam com o atendimento suspenso em decorrência da greve.

Ontem pela manhã, a reportagem da Agência Anhanguera de Notícias (AAN) verificou que duas agências na Avenida Governador Pedro de Toledo abriram uma exceção para atender mil reeducandos do sistema prisional que receberiam recursos referentes a participação em programas de trabalho. Eles precisavam descontar o cheque de pagamento diretamente no caixa.

O governo do Estado teria solicitado ao banco e aos funcionários que pudessem atender os reeducandos. Depois de um diálogo com o sindicato, foi definido que gerentes de diferentes agências (que não estão em greve) atenderiam os reeducandos. Uma força-tarefa de 15 pessoas atuou nas duas agências.

O trabalho foi realizado sem nenhuma interferência do atendimento nos caixas eletrônicos e sem tumulto.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, Jeferson Boava, afirmou que duas demandas pontuais foram atendidas nesta semana: pagamento dos aposentados e dos reeducandos.

“O movimento de greve está indo muito bem e se fortalece todos os dias. Nesta semana, houve dois momentos que pediram ações específicas: o atendimento aos aposentados e aos reeducandos. Os bancos trabalham com equipes de contingenciamento durante greves. Foram essas equipes que atenderam esses dois públicos”, explicou.

Ele comentou que ainda não há nenhuma nova mesa de negociação marcada entre representantes da categoria e dos bancos para discutir a pauta de reivindicações dos trabalhadores. “Estamos aguardando uma nova sinalização dos bancos. A proposta inicial foi totalmente rejeitada pela categoria e o resultado é a greve que começou nesta semana”, ressaltou.