Publicado 15 de Outubro de 2015 - 5h30

O Corpo de Bombeiros de Americana, realizará hoje, a partir das 9h, um simulado de acidente ferroviário na estação de Americana. Serão usados uma locomotiva, dois vagões, um caminhão e um carro no cenário. O simulado faz parte das atividades anuais dos Bombeiros e contará, ainda, com a presença da Guarda Municipal, demais integrantes da Polícia Militar e da equipe da empresa Rumo ALL. O simulado ocorrerá próximo ao pátio de manobras da ferrovia, na Rua Carlos Gomes, s/nº. O cenário incluirá uma locomotiva, uma composição, veículos, derramamento de combustível, que acabam ocasionando um acidente com vítimas. Além de capacitar

os soldados do Corpo de Bombeiros, a simulação tem o objetivo de mostrar, também, que as forças de segurança e de socorro do município estão aptas a atender a população em situações de emergência.

A movimentação no dia poderá gerar curiosidade nas pessoas que transitam pelos arredores e a organização do simulado frisou que se trata somente de um exercício planejado, com riscos calculados e controlados, e que “não oferece nenhum perigo à população”. Inclusive um equipamento que simula incêndio será usado na composição para dar “realismo” ao simulado, segundo nota de divulgação do evento.

A ação ocorrerá próxima ao cruzamento de nível onde morreram dez pessoas na colisão de um trem com um ônibus, incidente foco de uma Comissão Especial de Inquérito na Assembleia Legislativa. O acidente, em 2010, envolveu um coletivo da Viação Princesa Tecelã (VCA) e uma composição de carga. No momento da batida havia 25 pessoas no ônibus, que foi atingido, arrastado por cerca de 100 metros e partido ao meio.

A composição, que pertencia à ALL e levava milho, soja e açúcar ao Porto de Santos, tinha quatro locomotivas e estava com 77 vagões, cada um pesando 100 toneladas. Segundo testemunhas, o sinal sonoro foi acionado e mesmo assim o motorista do coletivo tentou atravessar o trecho. O condutor sofreu fraturas nas pernas e nos braços. Vítimas e familiares entraram com ações judiciais para pagamento por danos morais e lesão corporal.

Ele foi condenado em 2012 a seis anos e nove meses de detenção. O acidente, na ocasião, reabriu as discussões sobre os constantes acidentes na malha ferroviária que corta os municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e reforçou as cobranças de moradores e autoridades sobre a necessidade de retirada dos trilhos das áreas urbanas.

Entretanto, em reuniões realizadas pelo Conselho da RMC foi descartado realizar pressão para a remoção e transferência da linha férrea, por considerar que os custos dessa operação inviabilizam o projeto. (Da Agência Anhanguera)