Publicado 15 de Outubro de 2015 - 5h30

A reprovação das contas da ex-prefeita de Campinas Izalene Tiene (PT) referentes ao ano de 2002 em parecer do Tribunal de Contas do Estado foi aceita pela Câmara Municipal de Campinas, em turno único, na sessão de ontem. A votação seguiu a decisão das Comissões Permanentes de Finanças e Orçamento e de Constituição e Legalidade, que recomendaram a manutenção do parecer rejeitando as contas. Com o decreto, Izalene tem seus direitos políticos cassados por oito anos não cumulativos.

A decisão foi aprovada por 21 vereadores, com oito votos contrários. Foram contra a rejeição das contas os vereadores Angelo Barreto (PT), único membro de Constituição e Legalidade que foi contrário ao parecer final da comissão; Aurélio Cláudio (PDT), Carlão (PT), Cid Ferreira (SD), Gustavo Petta (PC do B), Luiz Rossini (PV), Jairson Canário (SD) e Pedro Tourinho (PT). Não estiveram presentes na votação os vereadores Carmo Luiz (PSC), Edison Ribeiro (PSL), Paulo Galterio (PSB) e Zé Carlos (SD).

Segundo o vereador Marcos Bernardelli (PSDB), presidente da comissão de Finanças e Orçamento, entre os pontos levantados pelo TCE como falhos estão balanço da Câmara, registro contábil, orçamento das fundações municipais, desequilíbrio orçamentário, despesas com precatórios e IPVA, dívida ativa, receitas de despesas de multas de trânsito, almoxarifado, compra emergencial de cinco ambulâncias não justificada e admissão de pessoal.

Em nota lida por Pedro Tourinho, o diretório do PT considerou os motivos apresentados pelo TCE como “passíveis de versões diferentes”. A ex-prefeita foi representada pelo advogado Lauro Câmara Marcondes, que foi seu secretário de gabinete. Ele apresentou defesa de 15 minutos antes da votação e classificou as falhas apontadas como “não intencionais”. “Quem lê essa conclusão do TCE tem a impressão de que 2002 foi um desastre, mas foi um ano de dificuldade”, disse. Antes da defesa, Carlão do PT lembrou que Izalene foi uma prefeita que entrou e saiu pobre da gestão pública. “No parecer em nenhum momento há qualquer acusação de apropriação indébita”, lembrou. (Jaqueline Harumi/Da Agência Anhanguera)